Extraterritorialidade e modernidade na literatura hispano-americana: o caso de Octavio Paz

  • Robson Batista dos Santos Hasmann Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
Palavras-chave: Extraterritorialidade, Modernidade, Literatura hispano-americana, Octavio Paz

Resumo

Em Extraterritorial (2002), George Steiner problematiza a relação que alguns escritores estabelecem com línguas não maternas e a forma como esse contato pode enriquecer suas obras. O crítico levanta algumas questões a partir da língua inglesa promovendo desenvolvimento estético em autores como Nabokov e Beckett. Dentre os escritores hispânicos, Steiner coloca o exemplo de Jorge Luis Borges. Esse fenômeno observado por Steiner encontra paralelos com as reflexões do poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz sobre a modernidade, especificamente nos ensaios “Nossa literatura é moderna?” (1990a) e “A respeito da literatura hispano-americana” (1990a). O que aproxima os conceitos de extraterritorialidade e modernidade é justamente o deslocamento entre países e a aquisição de outra língua decorrente do trânsito territorial. A partir da discussão desses dois conceitos, o artigo investiga alguns aspectos da poesia e da ensaística do próprio Octavio Paz. 

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Biografia do Autor

Robson Batista dos Santos Hasmann, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.

Mestrando em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana (FFLCH - USP).

EXTRATERRITORIALIDADE E MODERNIDADE NA LITERATURA HISPANO-AMERICANA:  O CASO DE OCTAVIO PAZ

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Publicado
2013-11-21
Como Citar
Hasmann, R. (2013). Extraterritorialidade e modernidade na literatura hispano-americana: o caso de Octavio Paz. Revista Criação & Crítica, (11), 22-35. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v2i11p22-35
Seção
Artigos