TRABALHAR A LINGUAGEM DA LOUCURA: A ESCRITA ACIDENTADA DE RODRIGO DE SOUZA LEÃO

  • Aline Leal Barbosa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Loucura, linguagem, real, verdade

Resumo

Há uma suspeita antiga de que a linguagem pressuporia um duplo, que seria de fato a traição do que ela diz. A voz do louco, do esquizofrênico, operaria justamente na revelação desta fratura, enunciando uma linguagem passível de materializar a sua própria fratura. Com uma fala marcada pelo embaralhamento dos registros, caducam-se as linhas demarcatórias das identificações, dos conceitos, da realidade e das alucinações, ampliando o regime de verdades.  Em seu caráter dissociativo, essa voz é promotora do real, uma vocação semelhante àquela da arte. Neste artigo, pretendemos pensar essas questões em relação à obra ainda pouco estudada de Rodrigo de Souza Leão.

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Biografia do Autor

Aline Leal Barbosa, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Mestre em Literatura Cultura e Contemporaneidade com a dissertação "Literatura em Tempos Expressos" e doutoranda no mesmo curso com pesquisa sobre o autor Rodrigo de Souza Leão. Bolsista do CNPq na PUC-Rio e atualmente bolsista PDSE-Capes.
Publicado
2014-12-12
Como Citar
Barbosa, A. (2014). TRABALHAR A LINGUAGEM DA LOUCURA: A ESCRITA ACIDENTADA DE RODRIGO DE SOUZA LEÃO. Revista Criação & Crítica, (13), 4-20. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v0i13p4-20
Seção
Artigos