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Entre a persistência na tradição e a aceitação da modernidade: o lugar da mulher moçambicana em contos de Aníbal Aleluia e Mia Couto

Maria Marta dos Santos Silva Nóbrega

Resumo


Na narrativa produzida por homens em Moçambique, geralmente a mulher apresenta-se subalternizada, condição que lhe impôs o sistema patriarcalismo herdado do colonialismo europeu. O presente artigo propõe-se demonstrar que a contista de Mia Couto e Aníbal Aleluia foge dessa generalização e apresenta a mulher como símbolo de resistência à política de assimilação, atribuindo-lhe um papel de agente responsável pela manutenção de valores da cultura local.  

Palavras-chave


mulher; tradição; resistência; conto; Moçambique

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2017.137531

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