Memórias da “manidade negra” dentro da luta por uma educação democrática

  • Milena Natividade Cruz Universidade de São Paulo (USP)
  • Louise Marinho Universidade de São Paulo (USP)
Palavras-chave: memórias, manidade negra

Resumo

A escrita dessa memória surgiu da necessidade subjetiva, psíquica e política de elaborarmos a nossa vivência no Cursinho da Psicologia – USP enquanto educadoras negras, principalmente após tencionarmos a “experiência segura” de educação que se pretende popular, trazendo para o centro das discussões educacionais a questão racial, que, até então, era tratada como temática concernente apenas a uma disciplina da grade educacional, o CRISE (Coletivo de Reflexão e Intervenção sobre o Espaço). A natureza dessa escrita, uma “autorreflexão compartilhada”, nos permitiu interseccionar, na nossa experiência docente, as questões identitárias que nos compõem. Esse exercício narrativo não segue o caminho de nos descobrirmos enquanto “mulheres – professoras – negras”, mas sim, de elaborarmos como produzimos, simultaneamente, a nós e as nossas estratégias pedagógicas, bem como a nossa relação com o corpo docente e discente.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Milena Natividade Cruz, Universidade de São Paulo (USP)
Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Louise Marinho, Universidade de São Paulo (USP)
Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Publicado
2017-12-20
Como Citar
Cruz, M., & Marinho, L. (2017). Memórias da “manidade negra” dentro da luta por uma educação democrática. Revista Crioula, (20), 424-459. https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2017.139882
Seção
Dossiê: Diálogos de resistência: perspectivas feministas e literatura (Diário Acadêmico)