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Literatura de minorias como crítica do presente e politização radical: reflexões desde a literatura indígena brasileira

Leno Francisco Danner, Julie Dorrico

Resumo


A partir da afirmação de que as minorias são resultado de uma construção política em um duplo e imbricado movimento, a saber, como negatividade em termos simbólico-normativos e como processo de destruição material, argumentamos que a literatura de minorias de um modo geral e a literatura indígena em particular assumem-se como crítica social e politização radical por meio da própria expressão público-política direta, carnal e vinculada do/a escritor/a, que, ligado umbilicalmente ao grupo de que faz parte e assumindo abertamente essa sua pertença, rompe com o silenciamento, a invisibilização e o privatismo em torno à sua condição, desnaturalizando e, assim, politizando sujeitos, instituições, relações, práticas e valores socialmente hegemônicos que legitimam a construção de minorias, acima explicitada.

Palavras-chave


minorias; literatura; voz-práxis indígena; crítica do presente; politização radical

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2018.143341

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