Natureza e arte na aurora do Romantismo

Autores

  • Ulisses Razzante Vaccari UFSC

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2017.134069

Palavras-chave:

Natureza, Arte, Cultura, Modernidade, Idealismo

Resumo

O presente texto mostra a retomada do mote aristotélico da arte como aperfeiçoamento da natureza em Kant e em alguns autores do pós-kantismo, em especial em Fichte, Hölderlin e Schelling. Em Kant, a retomada se dá no conceito de gênio, interpretado como o momento de unificação de arte e natureza, regra e criação. Em Fichte, a relação entre arte e natureza passa a ser pensada por meio do binômio cultura e natureza, de modo que o conceito de gênio se transforma na figura
do erudito (Gelehrter ). Nas Observações sobre Édipo e Antígona, Hölderlin atesta a necessidade de uma poética moderna baseada na lei calculável ou no logos da poesia, num sentido muito próximo da doutrina de Fichte, bem como Schelling, por fim, estipula como tarefa da modernidade a saída do idealismo de si mesmo e a procura de um fundamento na natureza, que se daria pela constituição de uma física, condição necessária para a criação de uma nova mitologia.

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Publicado

2017-06-28

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Vaccari, U. R. (2017). Natureza e arte na aurora do Romantismo. Discurso, 47(1), 151-168. https://doi.org/10.11606/issn.2318-8863.discurso.2017.134069