Temposfuturos - Vidas secas, de Graciliano Ramos

  • Zenir Campos Reis USP; Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Palavras-chave: Literatura e experiência, Ética e estética, Conto e romance, Domesticação e educação, Utopia e realismo crítico

Resumo

Vidas secas (1938) é o último romance de Graciliano Ramos, escrito depois da experiência do autor nos cárceres do Estado Novo, experiência por ele mesmo julgada essencial para a elaboração do livro. O artigo começa pela discussão acerca do sentido das exigências éticas e estéticas do romancista. Procura descrever a organização do romance a partir da combinação de contos, originalmente autônomos. Examina em seguida o episódio "Baleia", onde se discute o problema da domesticação e da educação. Termina com a análise da tensão entre a fala da utopia e o realismo crítico.

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Publicado
2012-12-01
Como Citar
Reis, Z. (2012). Temposfuturos - Vidas secas, de Graciliano Ramos. Estudos Avançados, 26(76), 187-208. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/47551
Seção
Graciliano Ramos: 120 anos