A “Primeira Versão” da Teoria da Crise de Marx

a queda da massa de mais-valia social e o limite interno absoluto do capital

  • Nuno Miguel Cardoso Machado SOCIUS (Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações), ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), Universidade de Lisboa. https://orcid.org/0000-0002-7050-4576
Palavras-chave: Marx, crise, mais-valia, lucro, trabalho.

Resumo

A teoria da crise de Marx é normalmente associada à lei da queda tendencial da taxa de lucro exposta no Livro Terceiro de O Capital. Segundo Marx, a subida da composição orgânica do capital – o fato de o capital variável crescer em termos absolutos, mas decrescer em termos relativos devido à subida mais rápida do capital constante – origina uma queda da taxa geral de lucro que coloca em xeque a reprodução do capital. Neste artigo será defendido que: i) existe uma “primeira versão” da teoria da crise Marxiana, esboçada sobretudo nos Grundrisse, que atribui a crise secular da economia capitalista à eliminação absoluta do trabalho vivo e, portanto, à queda da massa de mais-valia produzida socialmente; ii) apenas esta “primeira versão” da teoria da crise permite deduzir o limite interno absoluto do capital de forma consistente.

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Biografia do Autor

Nuno Miguel Cardoso Machado, SOCIUS (Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações), ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), Universidade de Lisboa.

Bolsista de doutoramento no SOCIUS (Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações), ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), Universidade de Lisboa. Licenciado em Economia (ISEG-UL) e mestre em Sociologia Económica e das Organizações (ISEG-UL).

Publicado
2019-03-11
Seção
Artigo