Pode o crédito direcionado ao investimento agravar a dominância fiscal?

Palavras-chave: Modelos DSGE, Crédito Direcionado, Dominância Fiscal

Resumo

Este trabalho analisa se a utilização de crédito direcionado (subsidiado) ao investimento pode agravar a dominância fiscal. Para tanto, utiliza-se um modelo novo-keynesiano com subsídio na aquisição de bens de investimento para firma produtora de bens de capitais. Os resultados apresentam que o aumento no subsídio força o governo a utilizar imposto inflacionário para ajustar seu orçamento (dominância fiscal), contudo esse efeito é de curtíssimo prazo, na sequência, um forte corte nos gastos correntes do governo ajusta o superávit primário levando a economia à recessão.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Celso José Costa Junior, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Pós-doutorado em Economia FGV/EESP e autor do livro "Understanding DSGE models".

Karlo Marques Junior, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Doutor em Desenvolvimento Econômico PPGDE-UFPR

Referências

Bacha, E. L. 2010. Além da Tríade: Há como reduzir os juros? Texto para Discussão nº 17. Rio de Janeiro: IEPT/Casa das Garças, Setembro de 2010.
Bassetto, M. 2008. Fiscal theory of the price level. The New Palgrave Dictionary of Economics.
Blanchard, O. 2004. Fiscal dominance and inflation targeting: lessons from Brazil (No. w10389). National Bureau of Economic Research.
Blanchard, O., Dell’Ariccia, G., e Mauro, P. 2010. Rethinking macroeconomic policy. Journal of Money, Credit and Banking 42(s1): 199-215.
Bonomo, M. ; Brito, R. D. ; Lazzarini, S. G. . 2018. Crédito direcionado e financiamento do desenvolvimento. In: João Alberto de Negri; Bruno César Araújo; Ricardo Bacelette. (Org.). Desafios da Nação. 1ed.Brasilia: IPEA 1: 629-661.
Calvo, G. A. 1983. Staggered prices in a utility-maximizing framework. Journal of monetary Economics 12(3): 383-398.
Carlstrom, C. T., e Fuerst, T. S. 1995. Interest rate rules vs. money growth rules a welfare comparison in a cash-in-advance economy. Journal of Monetary Economics 36(2): 247-267.
Cavalcanti, M. A. F. H., e Vereda, L. 2010. Propriedades dinâmicas de um modelo DSGE com parametrizações alternativas para o Brasil. Ipea, Texto para Discussão, n 1588.
Christiano, L. J., e Fitzgerald, T. J. 2000. Understanding the fiscal theory of the price level (No. w7668). National bureau of economic research.
Cochrane, J. H. 1998. A frictionless view of US inflation. NBER macroeconomics annual 13: 323-384.
————— .2001. Long‐Term Debt and Optimal Policy in the Fiscal Theory of the Price Level. Econometrica 69(1): 69-116.
Cooley, T. F., Quadrini, V. 1999. A neoclassical model of the Phillips curve relation. Journal of Monetary Economics 44(2): 165-193.
DAE. 2014. A atuação do BNDES compromete a eficácia da Política Monetária? Departamento de Acompanhamento Econômico - BNDES. n.1, 2014. Disponível em:https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/handle/1408/2577. Acessado em: 21/10/2017
de Bolle, M. 2015. Do public development banks hurt growth? Evidence from Brazil. Peterson Institute for International Economics, Policy Brief PB 15(16): 1-15.
de Castro, M. R., Gouvea, S. N., Minella, A., Santos, R., e Souza-Sobrinho, N. F. 2011. SAMBA: Stochastic analytical model with a bayesian approach. Brazilian Review of Econometrics 35(2): 103-170.
de Menezes Barboza, R. 2015. Taxa de juros e mecanismos de transmissão da política monetária no Brasil. Revista de Economia Política 35(1): 133-155.
Dixit, A. K., e Stiglitz, J. E. 1977. Monopolistic competition and optimum product diversity. The American Economic Review 67(3): 297-308.
Favero, C. A., e Giavazzi, F. 2003. Targeting inflation when debt and risk premia are high: lessons from Brazil. IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Ferreira, G., e Colbano, F. S. 2012. Taxa de juros real de equilíbrio para o brasil. Texto para discussão do Tesouro Nacional, n. 1, Brasília: STN.
Fry, M. J. 1993. The fiscal abuse of central banks, IMF Working Papers, no 93/58.
Fuerst, T. S. 1992. Liquidity, loanable funds, and real activity. Journal of monetary economics 29(1): 3-24.
Gadelha, S. R e Divino, J. A. 2009. Dominância fiscal ou dominância monetária no Brasil? Uma análise de causalidade. Revista Economia Aplicada 12(4): 659-675.
Kocherlakota, N., e Phelan, C. 1999. Explaining the fiscal theory of the price level. Federal Reserve Bank of Minneapolis. Quarterly Review-Federal Reserve Bank of Minneapolis 23(4): 14.
Leeper, E. M. 1991. Equilibria under ‘active’and ‘passive’monetary and fiscal policies. Journal of monetary Economics 27(1): 129-147.
—————. 2009. Anchors away: how fiscal policy can undermine the Taylor principle (No. w15514). National Bureau of Economic Research.
Nunes, A. F. N. d., Portugal, M. S. 2009. Política fiscal e monetária ativas e passivas: uma análise para o Brasil pós-metas de inflação, In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, 37., 2009, Foz do Iguaçu. [Anais...]. Niterói: Anpec, 2009. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2017.
Rezende Rocha, R., e Saldanha, F. 1995. Fiscal and quasi-fiscal deficits, nominal and real: measurement and policy issues. Revista Brasileira de Economia 49(3): 431-466.
Rocha, F. e Silva, E. (2004). Teoria fiscal do nível e preços: Um teste para a economia brasileira no período 1966-2000. Pesquisa e Planejamento Econômico, 34:419–435.
Salvador, P. I. C. A. 2017. O efeito crowding-out via BNDES no mercado brasileiro, no século XXI. Revista Espacios 38(61): 8-27.
Sargent, T., e Wallace, N. 1981. Some unpleasant monetarist arithmetic. Quartely Review, Federal Reserve Bank of Minneapolis, 1-17.
Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos. Mercado de Crédito no Brasil (2017). 69 slides. Disponível em < http://www.planejamento.gov.br/publicacoes/estudos-economicos/panmacro
Segura-Ubiergo, M. A. 2012. The puzzle of Brazil’s high interest rates (No. 12-62). International Monetary Fund.
Selowsky, M. 1989. Preconditions Necessary for the Recovery of Latin America Growth. In The World Economic Forum, Genebra.
Smets, F., e Wouters, R. 2003. An estimated dynamic stochastic general equilibrium model of the euro area. Journal of the European economic association 1(5): 1123-1175.
Smets, F., e Wouters, R. 2007. Shocks and frictions in US business cycles: A Bayesian DSGE approach. American economic review 97(3): 586-606.
Stiglitz, J. E. 1993. The role of the state in financial markets. The World Bank Economic Review, 19-52.
STN. 2016. Manual de Estatísticas Fiscais do Boletim Resultado do Tesouro Nacional. Disponível em:< http://www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/246449/
Manual+de+Estat%C3%ADsticas+do+Boletim+Resultado+do+Tesouro+Nacional.pdf
/d760b0b0-a98a-4f44-ae61-29e2af77f3ba>. Acesso em: 21 de nov. 2017.
Taylor, J. B. 1993. Discretion versus policy rules in practice. In Carnegie-Rochester Conference Series on Public Policy 39: 195-214).
Woodford, M. 1994. Monetary policy and price level determinacy in a cash-in-advance economy. Economic theory 4(3): 345-380.
—————— .1995. Price Level Determinacy Without Control of a Monetary Aggregate (No. 5204). National Bureau of Economic Research, Inc.
—————— .1996. Control of the Public Debt: A Requirement for Price Stability? (No. 5684). National Bureau of Economic Research, Inc.
—————— .2001. Fiscal requirements for price stability. Journal of Money, Credit, and Banking 33(3): 669.
Publicado
2019-09-30
Seção
Artigo