Mortalidade entre brancos e negros no Rio de Janeiro após a abolição

  • Thales Augusto Zamberlan Pereira Universidade de São Paulo Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – São Paulo/SP CEP: 05508-010
Palavras-chave: Taxas de mortalidade, Mills-Reincke, Desigualdade Econômica

Resumo

O objetivo desse artigo é analisar a diferença de mortalidade entre brancos e negros no Rio de Janeiro durante os primeiros anos da República brasileira. Utilizam-se dados de mortalidade de doenças relacionadas a condições precárias de moradia e acesso a infraestrutura como um indicador de desigualdade econômica. Apesar do Rio de Janeiro possuir taxas de mortalidade declinantes durante o início do século XX, não ocorreu convergência entre a população branca e negra. Além disso, a análise quantitativa apresenta evidências que doenças que afetavam mais a população pobre, como a tuberculose, aumentavam indiretamente a probabilidade de morte por outras doenças, fenômeno conhecido como Mills-Reincke. Isso sugere que a taxa de mortalidade para a população não branca pode ter sido previamente subestimada. 

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Biografia do Autor

Thales Augusto Zamberlan Pereira, Universidade de São Paulo Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – São Paulo/SP CEP: 05508-010

Aluno de doutorado no Departamento de Economia, Universidade de São Paulo.

Pesquisador Visitante, Universidade de Califórnia, Los Angeles.

Publicado
2016-06-02
Seção
Artigo