Mishima yukio e Sakabe Megumi: uma estética da perversão do pensamento tradicional japonês

Autores

  • Diogo César Porto da Silva

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2447-7125.v0i29p7-24

Resumo

O filósofo japonês Sakabe Megumi ao analisar a língua Yamato constrói uma estrutura do pensamento tradicional japonês que chamou a estrutura do omote. Em sua filosofia o pensamento japonês traz uma ontologia implícita de máscaras e reflexos recíprocos e reversíveis, a qual impede a fixação da identidade do eu e do outro. A expressão máxima da estrutura do omote se encontra no teatro Nô e culmina no “yügeri". Para Sakabe o pensamento tradicional japonês carrega implicitamente uma ontologia estética (ou uma estética ontológica). No romance Confissões de uma Máscara de Mishima Yukio encontramos a estrutura do omote na criação do seu pensamento estético. Contudo, o narcisismo presente na obra de Mishima perverte o pensamento tradicional japonês revelando uma Estética da Perversão que, ao mesmo tempo, recusa-se a se restringuir nos parâmetros do pensamento japonês, mas sem deixar de todo a estrutura do omote.

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Como Citar

Silva, D. C. P. da. (2009). Mishima yukio e Sakabe Megumi: uma estética da perversão do pensamento tradicional japonês. Estudos Japoneses, (29), 7-24. https://doi.org/10.11606/issn.2447-7125.v0i29p7-24

Edição

Seção

não definida