A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA SOCIAL NO PÓS-GUERRA CIVIL, EM LA CAÍDA DE MADRID (2000)

  • Gabriele Franco USP

Resumo

O presente artigo propõe uma análise da estrutura do texto e dos procedimentos utilizados por Rafael Chirbes, em La caída de Madrid (2000), refazendo os caminhos do narrador onisciente e dos monólogos observando quais os recursos e as técnicas utilizados para que o fluir da consciência ganhe textura narrativa e rememore a história da Espanha. Através dos relatos dos personagens José, Tomas e Quini há uma reconstrução da memória social espanhola. Esse processo de rememoração só é possível por meio da representação do fluxo de consciência, pois os personagens são influenciados pelo silenciamento que as políticas e a historiografia da Guerra Civil e a ditadura deixaram como herança.

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Biografia do Autor

Gabriele Franco, USP
Departamento de Letras Modernas

Referências

BENJAMIN. W. O narrador. Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. IN: BENJAMIN,W. Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 3.ed., 1987.

BOOTH, Wayne C. A retórica da ficção. Editora Arcaria: Lisboa, 1980.

CHIRBES, Rafael. La caída de Madrid. Editorial Anagrama: Barcelona, 2000.

HUMPHREY, Robert. La corriente de la conciencia en la novela moderna. Editorial Universitaria, 1969.

MENDILOW, Adam Abraham. O tempo e o romance. Porto Alegre: Globo, 1972

Publicado
2017-08-25
Como Citar
Franco, G. (2017). A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA SOCIAL NO PÓS-GUERRA CIVIL, EM LA CAÍDA DE MADRID (2000). Revista Entrecaminos, 2(1), 92-106. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/entrecaminos/article/view/131684
Seção
Anais das Jornadas