RAYUELA NO HORIZONTE DO NÃO INTERPRETÁVEL

  • Amanda Luzia DA Silva Universidade de São Paulo

Resumo

Desde os anos sessenta, o romance Rayuela (1963), de Julio Cortázar, foi lido muitas maneiras diferentes. Assistimos, durante os primeiros anos após a sua publicação, a uma série de leituras e análises elogiosas dedicadas ao livro, porém, anos mais tarde, o cenário se transforma e o que antes era celebrado como renovação e ruptura estética passa a ser considerado como ultrapassado. O texto incomoda e, para muitos de seus antigos leitores, a impressão que fica é de que se tenha tornado o livro ilegível. Por isso, propomos, neste trabalho, uma releitura de Rayuela tomando como eixo condutor justamente aquilo que, ao nosso ver, parece ser a causa desse incômodo, isto é, aquilo que escapa à interpretação. 

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Biografia do Autor

Amanda Luzia DA Silva, Universidade de São Paulo
Graduada em Letras pela Universidade Federal de São Carlos e aluna do programa de pós-graduação em Língua espanhola e literaturas espanhola e hispano-americana do Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo. Desenvolveu uma pesquisa de mestrado sobre a posição do leitor no romance Rayuela (1963), de Julio Cortázar.

Referências

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Publicado
2017-08-25
Como Citar
DA Silva, A. (2017). RAYUELA NO HORIZONTE DO NÃO INTERPRETÁVEL. Revista Entrecaminos, 2(1), 107-127. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/entrecaminos/article/view/132553
Seção
Anais das Jornadas