IMAGINAR OU CONCEBER O UNIVERSO INFINITO

BRUNO, KEPLER E ESPINOSA

  • Marcos Ferreira de Paula Universidade Federal de São Paulo, Santos
Palavras-chave: Infinito, Bruno, Kepler, Espinosa, Universo, Ciência

Resumo

O Renascimento é, dentre muitas outras coisas, a redescoberta do Infinito. Nela, o filósofo e mago Giordano Bruno ocupa, no século XVI, o centro do debate. Mas já no século seguinte, o astrônomo Johannes Kepler irá refutar a noção renascentista de infinito, com base nos pressupostos da ciência empírica nascente. Este artigo busca estabelecer uma aproximação do primeiro e um distanciamento do segundo em relação à ideia de Infinito em ato de Espinosa. Aproximação e distância que marcam, aqui, a diferença entre conceber ou imaginar o Infinito. E sob essa diferença, são os pressupostos teológicos que assombram os pensamentos de Bruno e Kepler como um underlying ghost.  

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Publicado
2020-06-29
Como Citar
Paula, M. (2020). IMAGINAR OU CONCEBER O UNIVERSO INFINITO. Cadernos Espinosanos, (42), 151-167. https://doi.org/10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2020.163392
Seção
Artigos