Uma investigação sobre os paradigmas da visão a partir de duas versões da Última ceia.

  • Daniela Bracchi Professora Adjunta do curso de Design da Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico do Agreste. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, Mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e Doutorado em Semiótica pela USP. Líder de pesquisa do grupo sobre Fotografia Contemporânea.
Palavras-chave: háptico, sinestesia, Última Ceia

Resumo

Seguindo o caminho de duas versões da cena da Última ceia, este artigo busca investigar o paralelismo existente entre a produção de obras visuais que convocam uma maior tatilidade e a adoção de um paradigma sobre a visão diferente do ótico e sem a separação e hierarquização dos sentidos. Propõe-se o paradigma háptico como um aglutinador de conhecimentos e práticas que integram os sentidos e propõem um maior engajamento corpóreo do enunciatário. Nesse contexto, a noção de sinestesia se torna o centro conceitual capaz de explicar essa integração dos sentidos. A partir de tal noção, investiga-se os efeitos de sentido advindos de uma maior tatilidade estimulada visualmente pela obra da Última ceia, de David Lachapelle, analisada ao final do artigo.

Publicado
2015-12-11
Como Citar
Bracchi, D. (2015). Uma investigação sobre os paradigmas da visão a partir de duas versões da <i>Última ceia<i&gt;. Estudos Semióticos, 11(2), 19-24. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2015.111030
Seção
Artigos