Um modelo catenário e tensivo para a estrutura do quadrado semiótico

  • Waldir Beividas Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Semiótica tensiva, Intensidade, Extensidade, Catenário, Quadrado semiótico

Resumo

Este artigo visa explorar uma sugestão de Zilberberg, quando, numa reflexão en passant, propunha que “o categórico pressupõe o gradual que o funda” e que “o categórico é obtido pela suspensão dos termos catenários e conservação dos termos extremos” (1981, p. 10). Catenária – do latim catena [cadeia] – é definida em dicionário como uma curva na qual pende, sob a influência de seu próprio peso, um fio suspenso pelas extremidades. Essa figura geométrica permite “espelhar” o gradiente de tensividade – figura de um L, eixo intensivo na vertical e eixo extensivo na horizontal – acoplado a seu espelho (um L invertido), um segundo eixo intensivo e extensivo. O primeiro L responderia pela “tonicidade” (na verticalidade intensiva) e sua “degradação” (na horizontalidade extensiva) do termo primeiro (S1); o L invertido responderia pela tonicidade e degradação do termo segundo (S2). Em suma, duplica-se o gradiente tensivo para acolher os dois termos categoriais do quadrado semiótico que, assim, se “tensivisa”.

Biografia do Autor

Waldir Beividas, Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo (USP).

Publicado
2019-04-11
Como Citar
Beividas, W. (2019). Um modelo catenário e tensivo para a estrutura do quadrado semiótico. Estudos Semióticos, 15, 39-53. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156046