Semissimbolismo como estratégia didática na Semiótica Visual

Palavras-chave: Semissimbolismo, Ensino, Metodologia, Semiótica visual

Resumo

Ao longo das pesquisas semióticas, os modelos teóricos ligados ao plano da expressão não obtiveram o mesmo desenvolvimento que o plano do conteúdo. Enquanto o percurso gerativo do sentido possui flexibilidade ao integrar fatores concretos (nível discursivo) e abstratos (nível fundamental) em um mesmo modelo, o plano da expressão ainda carece da mesma versatilidade. A partir dessa configuração metodológica, verificamos na semiótica plástica proveniente das investigações de Jean-Marie Floch e na semiótica tensiva desenvolvida por Claude Zilberberg os problemas enfrentados para a constituição de um modelo mais conforme ao plano do conteúdo. A partir de Tatit (2014), procuramos mostrar a disjunção dessas duas abordagens sobre o semissimbolismo em função das premissas hjelmslevianas de empirismo (exaustividade, não-contradição e simplicidade), de arbitrariedade e de adequação. Logo, a abordagem flochiana, ligada ao objeto, seria menos arbitrária e mais adequada, ao passo que a semiótica tensiva, ligada à estrutura, seria mais arbitrária e menos adequada. Portanto, busca-se na exposição dessas diferenças uma estratégia didática que desenvolva as habilidades de abstração do aluno a fim de proporcionar-lhe as bases para o desenvolvimento de competências ligadas à análise textual e à avaliação do próprio modelo semissimbólico na semiótica.

Biografia do Autor

Thiago Moreira Correa, Universidade de São Paulo

Doutor em Semiótica e Linguística geral pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), SP, Brasil.

Publicado
2019-12-23
Como Citar
Correa, T. (2019). Semissimbolismo como estratégia didática na Semiótica Visual. Estudos Semióticos, 15(2), 133-142. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.157125