A amarração sinthomática nas vias de um autismo

  • Cirlana Rodrigues de Souza
Palavras-chave: autismo, sujeito, constituição, psicanálise, sinthoma

Resumo

Com base na teoria psicanalítica de Jacques Lacan, este artigo aborda os impasses subjetivos instaurados no percurso de constituição subjetiva de uma criança em tratamento psicanalítico em vias de uma resolução autista e de suas tentativas de saber-fazer com a língua nesse percurso. Parto da seguinte pergunta: qual a função da língua insistente da criança em uma fala que não servia para ela se comunicar? Como hipótese, considero a tomada da língua, pela criança, como tentativa de saberfazer com seu sintoma conferindolhe um estatuto de sinthoma, de uma amarração sinthomática como o modo de resposta do sujeito em constituição perante o imperativo do real. Discuto a questão do psicodiagnóstico e sua relação com a constituição do sujeito e a estrutura psíquica não definida na infância. Enfatizo a dupla causação do sujeito e exploro a lógica borromeana no autismo, a partir da fala e da língua dessa criança

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Biografia do Autor

Cirlana Rodrigues de Souza
Psicóloga e psicanalista. Doutora em Estudos Linguísticos pelo Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia
Publicado
2016-12-17
Como Citar
Souza, C. (2016). A amarração sinthomática nas vias de um autismo. Estilos Da Clinica, 21(3), 599-617. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v21i3p599-617
Seção
Artigos