Inconsciente, linguagem e pensamento

  • Cristovão Giovani Burgarelli Universidade Federal de Goiás
  • Dayanna Pereira Santos Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Inconsciente, linguagem, pensamento

Resumo

Este artigo pretende, a partir da elaboração freudiana a respeito do aparelho psíquico, discutir a noção de pensamento. Fundamentando-se na concepção de inconsciente que se faz presente desde os textos iniciais de Freud, ele tomará como questão tanto a capacidade racional, atribuída ao ser humano, depreendida do “eu penso” cartesiano, quanto o pensamento teórico. Após explicitar que o aparelho psíquico, para Freud, se constitui como aparelho de linguagem e de memória, buscará situar o que costumamos denominar como razão, capacidade cognoscente ou domínio científico de um pensamento como efeitos do inconsciente. Sob esse prisma, destaca-se o fato de Freud, ao desenvolver sua elaboração sobre o “inconsciente”, ter como objetivo apresentar uma estrutura particular que precede, abrange e justifica tais capacidades, e não indicar a ausência de consciência e de fenômenos psíquicos. Para tanto, parte-se do pressuposto de que o aparelho de linguagem não coincide com a ideia de um aparelho feito para a linguagem, mas um construído por linguagem – ele não existe sem linguagem e sem ser falante.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cristovão Giovani Burgarelli, Universidade Federal de Goiás

Professor da Faculdade de Educação e dos Programas de Pós-Graduação em Educação e em Psicologia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil.

Dayanna Pereira Santos, Universidade Federal de Goiás

Doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil.

Publicado
2018-12-31
Como Citar
Burgarelli, C., & Santos, D. (2018). Inconsciente, linguagem e pensamento. Estilos Da Clinica, 23(3), 655-669. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v23i3p655-669