Didática Magna e Walden II

Comênio, Skinner e o impossível na educação e na política

Autores

  • Douglas Emiliano Batista Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v25i1p151-164

Palavras-chave:

Comênio, J.A., Skinner, F.B., Psicanálise e educação, Política e educação

Resumo

Neste artigo cotejamos concepções político-educacionais de Comênio e Skinner presentes, respectivamente, na Didática Magna e em Walden II. Problematizamos se o fato dos autores superestimarem o método de ensino - como se este fosse uma infalível garantia de êxito educacional - seria suficiente para irmaná-los. Seguindo a ideia de que é estruturalmente impossível controlar os efeitos da educação, constatamos que em Comênio, mas não em Skinner, ocorre um significativo arrefecimento de tal pretensa infalibilidade metodológica. Essa divergência entre os autores deriva do modo distinto com que cada um concebe a política e lida com as finalidades e impossibilidades da política e da educação.

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Biografia do Autor

Douglas Emiliano Batista, Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação

Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). Coordenador e docente do Mestrado em Educação da Universidade Ibirapuera (Unib), São Paulo, SP, Brasil. 

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Publicado

2020-04-30

Como Citar

Batista, D. E. (2020). Didática Magna e Walden II: Comênio, Skinner e o impossível na educação e na política. Estilos Da Clinica, 25(1), 151-164. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v25i1p151-164