O brincar como experiência intersubjetiva de comunicação no psicodiagnóstico interventivo infantil

  • Cidiane Vaz Gonçalves Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Psicodiagnóstico interventivo infantil, Comunicação, Intersubjetividade, Brincar

Resumo

O psicodiagnóstico infantil é uma prática avaliativa que busca promover a compreensão das experiências intrapsíquicas, intersubjetivas e socioculturais da criança. Neste cenário o brincar se institui como modo de comunicação da criança com o examinador e como recurso para a observação de elementos constitutivos de seu mundo relacional. O brincar, apesar de comum aos diferentes modelos de avaliação infantil, se mostra atrelado a concepções teóricas e técnicas bastante diferenciadas. Neste artigo, são apresentadas e discutidas as diferenças entre os paradigmas do psicodiagnóstico tradicional e o interventivo em suas relações com o brincar e com a comunicação durante o processo avaliativo.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cidiane Vaz Gonçalves, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Docente da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.  

Referências

Aberastury, A. (1978). El psicoanálisis del niño y sus aplicaciones. Buenos Aires: Paidós.

Aulagnier, P. (1979). A violência da interpretação: Do pictograma ao enunciado. Rio de Janeiro, RJ: Imago.

Arzeno, M. E. (1997). O psicodiagnóstico clínico:novas contribuições. Porto Alegre, RS: Artes Médicas.

Barbieri, V. (2009). O psicodiagnóstico interventivo psicanalítico na pesquisa acadêmica: fundamentos teóricos, científicos e éticos. Boletim de Psicologia, 59 (131), 209-222.

Barbieri, V. (2010). Psicodiagnóstico tradicional e interventivo: confronto de paradigmas? Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26 (3), 505-513. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000300013.

Barbieri, V., Jacquemin, A., & Alves, Z. M. (2007). O psicodiagnóstico interventivo como método terapêutico no tratamento infantil: fundamentos teóricos e prática clínica. Psico (Porto Alegre), 38(2), 174-181.

Coelho-Junior, N. E. (2012). Intersubjetividade e corporeidade: dimensões da clínica psicanalítica. In N. E. Coelho-Junior, P. Salem, & P. Klautau, (Orgs.), Dimensões da intersubjetividade (pp. 71-87). São Paulo,SP: Escula/Fapesp.

Cunha, J. A. (2007). Psicodiagnóstico V. Porto Alegre, RS: Artes Médicas.

Fernandes, M.A. (2003). O trabalho psíquico da intersubjetividade. Psicologia USP, 14(3), 47-55.doi : https://doi.org/10.1590/S0103-65642003000300005.

Ferro, A. (1995). A técnica na psicanálise infantil: a criança e o analista da relação ao campo emocional. Rio de Janeiro, RJ: Imago.

Freud, S. (2003a). Projeto para uma psicologia científica. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. I, pp. 335-411). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1895).

Freud, S. (2003b). Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. 12, pp. 121-134). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1912).

Freud, S. (2003c). Mais além do princípio do prazer. In S. Freud, Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud (J. Salomão, trad., Vol. XVIII, pp. 11-76). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1920).

Hutz, C. S.; Bandeira, D. R.; Trentini C.; & Krug J. S. (Orgs.) (2016). Psicodiagnóstico. Porto Alegre, RS: Artmed.

Junior, N. S., & Ferraz, F. C. (2001). O psicodiagnóstico entre as incompatibilidades de seus instrumentos e as promessas de uma metodologia psicopatológica. Psicologia USP, 12(1), 179-202.doi : http://dx.doi.org/10.1590/S0103-65642001000100009.

Kaës, R. (2011). Um singular plural: a psicanálise à prova do grupo. São Paulo, SP: Loyola Edições.

Klein, M. (1970). Simpósio sobre a análise infantil. In M. Klein, Contribuições à psicanálise (pp. 193-232). São Paulo, SP: Mestre Jou. (Trabalho original publicado em 1927).

Lescovar, G. Z. (2004). As consultas terapêuticas e a psicanálise de W. D. Winnicott. Estudos de Psicologia (Campinas), 21(2), 43-61.doi : http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2004000200004

Lisondo, A. B. D. (2010) Rêverie revisitando. Revista Brasileira de Psicanálise, 44 (4), 67-84.

Mazzolini, B. P. (2001). Rabiscando para ser: do si mesmo para o papel. Imaginário, 13(14), 493-208.

Milani, R. G.; Tomael, M. M.; & Greinert, B. R. M. (2014). Psicodiagnóstico interventivo psicanalítico. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 5(1), 80-95.doi : http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2014v5n1p80

Ocampo, M. L.; Arzeno, M. E.; & Piccolo E. (1995). O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. São Paulo, SP: Martins Fontes.

Ogden, T.H. (1994). Os sujeitos da psicanálise. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.

Paulo, M. S. (2009). A importância da possibilidade de intervenção na hora do jogo diagnóstica. Anais do I Congresso de Ludodiagnóstico (pp. 131-133). São Paulo.

Salles, R. J., & Tardivo, L. S. (2017, julho). Contribuições do pensamento de Winnicott para a teoria e a prática do psicodiagnóstico psicanalítico. Boletim da Academia Paulista de Psicologia, 37(93), pp. 282-310.

Satiel, L. O.; Krug, J. S.; Bandeira, D.; & Arzeno, M. E. (2012). Recursos utilizados na entrevista lúdica diagnóstica para avaliação de crianças no período de latência.Trabalho de conclusão de curso de Especialização, Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. Disponível em: https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/56642/000860123.pdf?sequence=1

Silva, M. C. (2010). A consulta terapêutica: um espaço potencial para a construção da parentalidade. Jornal de Psicanálise, 43(79), 143-154.

Trinca, W. (1984). Processo diagnóstico do tipo compreensivo. In W.Trinca, Diagnóstico psicológico (pp. 14-24). São Paulo, SP: EPU.

Vaz-Gonçalves, C., Magalhães, A. S., & Féres-Carneiro, T. (2018). Comunicação e intersubjetividade em D.W.Winnicott. Revista Brasileira de Psicanálise, 52(1), 129-144.

Winnicott, W. D. (1999). O conceito de falso self. In D. W. Winnicott, Tudo começa em casa (pp. 53-58). São Paulo, SP: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1964).

Winnicott, D. W. (1975a). O brincar uma exposição teórica. In D. W. Winnicott, O brincar e a realidade (pp. 59-78). Rio de Janeiro, RJ: Imago.

Winnicott, W. D. (1975b). O papel de espelho da mãe e da família no desenvolvimento emocional. In D. W. Winnicott, O brincar e a realidade (pp. 153-162). Rio de Janeiro, RJ: Imago. (Trabalho original publicado em 1967).

Winnicott, D.W. (1975c). O brincar: a atividade criativa e a busca do Eu (self). In D. W. Winnicott, O brincar e a realidade (pp. 79-94). Rio de Janeiro, RJ: Imago Editora. (Trabalho original publicado em 1971).

Winnicott, W. D. (1994). O jogo do rabisco (Squiggle Game). In D. W. Winnicott, Explorações psicanalíticas (pp. 230-243). Porto Alegre, RS: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1964-68).

Publicado
2019-12-30
Como Citar
Gonçalves, C. (2019). O brincar como experiência intersubjetiva de comunicação no psicodiagnóstico interventivo infantil. Estilos Da Clinica, 24(3), 482-496. https://doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v24i3p482-496