A cobertura do Bóson de Higgs na internet

  • Marina Monteiro Mendonça Universidade de São Paulo (São Paulo, São Paulo, Brasil)
  • André Chaves de Melo Silva Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil
Palavras-chave: Comunicação Científica, Jornalismo Científico, Internet, Bóson de Higgs, Linguagem e Cultura

Resumo

Este estudo analisou a cobertura nacional à comprovação da existência do bóson de Higgs na mídia online. Por meio de análise quantitativa e qualitativa das matérias encontradas foi possível traçar um perfil dos textos publicados no período compreendido entre abril de 2011 e agosto de 2013. Pôde-se constatar que fatores publicitários, como o apelido dado ao bóson (“partícula de Deus”), contribuíram para a sua popularidade e foram amplamente explorados para chamar a atenção dos leitores. A cobertura deixou a desejar em vários aspectos, principalmente em relação à precisão e qualidade científica e em termos de linguagem. Esses fatores se associam passiva e ativamente com questões como a do relacionamento entre jornalistas e cientistas, da alfabetização científica do público e das necessidades comerciais do processo de difusão de informações.

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Biografia do Autor

Marina Monteiro Mendonça, Universidade de São Paulo (São Paulo, São Paulo, Brasil)

Instituto de Física

André Chaves de Melo Silva, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Escola de Comunicações e Artes

Referências

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Publicado
2018-12-27
Como Citar
Mendonça, M., & Silva, A. (2018). A cobertura do Bóson de Higgs na internet. Revista Extraprensa, 12(1), 175-188. https://doi.org/10.11606/extraprensa2018.154725