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A morte filológica de Nietzsche: o período pré-homérico e a filologia clássica

Marco Sabatini

Resumo


Neste artigo, analiso uma possível perspectiva de como, por meio de uma de suas interpretações sobre a antiguidade grega, ou melhor, por meio do que nomeia como período pré-homérico, Nietzsche concebe uma cultura grega insustentável para a ciência de sua época, por falta de provas arqueológicas e filológicas, ao mesmo tempo em que afronta moralmente a modernidade. Com isso, a filologia moderna considera os estudos de Nietzsche como cientificamente mortos, legando-o negativamente à contemporaneidade, sem relevar os pontos positivos de sua filologia e sem crer que ela possua alguma contribuição mínima sobre os estudos da antiguidade clássica.


Palavras-chave


filologia; pré-homérico; homérico; antiguidade; arqueologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v21i1p99-115

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