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Poder, violência e revolução no pensamento político de Hannah Arendt

André Duarte

Resumo


Discuto as distinções arendtianas entre poder e violência, referindo-as à sua análise das modernas revoluções. Após retraçar aquela distinção, discuto o seu caráter relacional e contesto as críticas que asseveram seu caráter supostamente rígido e essencialista. Ao enfatizar seu caráter relacional, argumento que tais distinções nos permitem compreender a natureza de fenômenos distintos em suas intrínsecas relações, de modo que não se poderia pensar a política sem a violência ou o público sem o privado. Finalmente, argumento que o legado de sua análise das revoluções reside em sugestões para revitalizar o exercício da democracia no presente.

 


Palavras-chave


Arendt; violência; poder; revolução.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v21i3p13-27

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