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Amor mundi e espírito revolucionário: Hannah Arendt entre política e ética

Igor Vinícius Basílio Nunes

Resumo


Este artigo delineia alguns contornos interpretativos da expressão “amor mundi” nas formulações teóricas de Hannah Arendt e, principalmente, em contato direto com a obra Sobre a Revolução. O texto acompanha, portanto, as definições possíveis desses três termos – “amor”, “mundo” e “revolução” – na tentativa não só de evidenciar significados ao conhecido emblema político arendtiano, mas também de defender certa conciliação entre a “responsabilidade pelo mundo político” legado aos homens e o “cuidado com o eu moral”. Em poucos termos, a proposta é sugerir uma via de interpretação não apenas política da expressão amor mundi, mas, também, ética e de espírito revolucionário.


Palavras-chave


amor; política; mundo; ética; revolução.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v21i3p67-78

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