O monismo complexificado de Schelling

  • Humberto Schubert Coelho Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: monismo, Deus, liberdade, conflito, integração

Resumo

Apresentaremos diferenças técnicas que ajudam a compreender e justificar a passagem de um modelo de monismo forte, no sistema da identidade de Schelling, a um monismo complexificado e de inspiração böhmiana na fase da Filosofia e Religião e dos Escritos sobre a liberdade. Como o segundo modelo inclui em si uma dimensão processual e conflitiva mais complexa, ele tem a vantagem de acomodar um conceito substantivo e concreto de liberdade no sentido almejado por Schelling, um poder capaz de fomentar o bem e o mal. Para que isso seja possível, contudo, é necessário que a moralidade e toda a diferença em geral sejam assumidas seriamente no novo esquema conceitual, pois a homogeneização de aparência espinosana tendia a tornar ilusórias as diferenças.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Baader, F. von. (1855). Sämmtliche Werke: Vorlesungen und Erläuterungen über J. Böhme’s Lehre. Leipzig: Hermann Bethman.

Böhme, J. (1842). Jakob Böhmes Sämmtliche Werke. Leipzig: Ambrosius Barth.

____________. (1923). Schriften Jakob Böhmes. Kanser, H. (org.). Leipzig: Im Insel.

Boutroux. M. E. (1908). Études D’Histoire de la Philosophie. Paris: Félix Alcan.

Coelho, H. S. (2012). Livre-arbítrio e sistema; Conflitos e conciliações em Böhme e Goethe. Juiz de Fora: UFJF. Tese de doutorado defendida na Universidade Federal de Juiz de Fora. Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião.

Cooper, J. (2006). Panentheism. The Other God of the Philosophers. Michigan: Baker Academic.

Copleston, F.C. (1946). Pantheism in Spinoza and the German Idealists. Philosophy 21(78), pp. 42-56.

Danz, C.; Jantzen, J. (Hrsg.). (2011). Gott, Natur, Kunst und Geschichte. Schelling zwischen Identitätsphilosophie und Freiheitsschrift. Wien: Vienna University Press.

Dierken, J. & Korsch, D. (2004). Subjektivität im Kontext: Erkundungen im Gespräch mit Dieter Henrich. Tübingen: Mohr Siebeck.

Eschenmayer, C. A. (2016). Einleitung in Natur und Geschichte. Bibliothek 1800: Körper – Geist – Bewusstsein. Cristiana Seningaglia (Hrsg.) Stuttgart – Bad Cannstatt: Fromman-holzboog.

Hayner, C. P. (1967). Reason and Existence. Schelling’s Philosophy of History. Leiden: Brill.

Henrich, D. (1999). Bewusstes Leben. Stuttgart: Reclam.

Hofmann, P. (2001). Goethes Theologie. Paderborn: Schöningh.

Jaeschke, W. (1994). Religionsphilosophie und spekulative Theologie: Der Streit um die Göttlichen Dinge. (1799-1812). Quellenband. Hamburg: Felix Meiner Verlag.

Martensen, H. L. (1885). Jacob Boehme: His Life and Teaching; or Studies in Theosophy. London: Hodder and Stoughton.

Otto, R. (1994). Studien zur Spinozarezeption in Deutschland 18. Jahrhundert. Frankfurt: Peter Lang.

Richards, R. (2002). The Romantic Conception of Life: Science and Philosophy in the Age of Goethe. Chicago and London: Chicago University Press.

Schelling, F. W. J. von. (1997). Sämmtliche Werke. CD-ROM: Total Verlag.

Snow, D. E. (2000). The Evolution of Schelling’s Concept of Freedom. In: Asmuth, C.; Denker, A.; Vater, M. Schelling. Zwischen Fichte und Hegel. Bochumer Studien zur Philosophie 32. Amsterdam: Grüner.

Timm, H. (1974). Gott und die Freiheit : Studien zur Religionsphilosophie der

Goethezeit, Bd. 1, Die Spinozarenaissance. Frankfurt: Klostermann.

Vetö, M. (1998). De Kant à Schelling: Les deux voies de l’Idéalisme allemand. Grenoble: Jerôme Millon.

Zeltner, H. (1975). Das Identitätssystem – und was dann? In: Henrich, D. (Hrsg.) Ist systematische Philosophie möglich? Hegel-Studien 17. Bonn: Bouvier Verlag.

Zantwijk, T. van. (2000). Pan-Personalismus. Schellings transzendentale Hermeneutik der menschlichen Freiheit. Spekulation und Erfahrung 43. Suttgart – Bad Cannstatt: Froomann-holzboog.

Publicado
2018-06-20
Como Citar
Coelho, H. (2018). O monismo complexificado de Schelling. Cadernos De Filosofia Alemã: Crítica E Modernidade, 23(1), 13-26. https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v23i1p13-26
Seção
Artigos