Quatorze anos de desigualdade: mulheres na carreira acadêmica de Filosofia no Brasil entre 2004 e 2017

  • Carolina Araújo Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Mulheres, Filosofia, Brasil, Carreira acadêmica, Gênero

Resumo

Este estudo analisa os números de discentes e docentes na Graduação e Pós-Graduação em Filosofia no Brasil a partir dos dados oficiais do INEP e da CAPES de 2004 a 2017. As mulheres são, em média, 36,44% dos graduandos, 30,6% dos mestrandos, 26,98% dos doutorandos e 20,14% dos docentes de pós-graduação. Ele mostra que, na carreira acadêmica, as chances do profissional do sexo masculino são, em média, 2,3 vezes maiores do que as do profissional de sexo feminino. Ademais, indica que há uma tendência aumento da desigualdade ao longo dos últimos 14 anos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alcoff, L. (2011). A call for climate change. APA Newsletter on Feminism and Philosophy, 11(1), pp. 7-9.

Araújo, C. (2016). Mulheres na Pós-Graduação em Filosofia no Brasil - 2015. Recuperado de: http://anpof.org/portal/index.php/pt-BR/comunidade/community-forum-pack073a51/category-items/4-community-forum/155-mulheres-na-pos-graduacao-em-filosofia-no-brasil. [acesso em: 17 de março de 2019].

Beebee, H., and Saul, J. (2011). Women in philosophy in the UK. British Philosophical Association: Society for Women in Philosophy in the UK. Recuperado de: https://www.bpa.ac.uk/uploads/2011/02/BPA_Report_Women_In_Philosophy.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2013a). Coleta de Dados, Discentes dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil 2004 a 2012. Brasília: CAPES. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/coleta-de-dados-discentes-dos-programas-de-pos-graduacao-stricto-sensu-no-brasil-2004-a-2012. [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2013b). Coleta de Dados, Docentes dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil 2004 a 2012. Brasília: CAPES, 2017. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/coleta-de-dados-docentes-dos-programas-de-pos-graduacao-stricto-sensu-no-brasil-2004-a-2012. [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2017a). Coleta de Dados, Discentes dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil 2013 a 2016. Brasília: CAPES. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/discentes-da-pos-graduacao-stricto-sensu-do-brasil. [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2017b). Docentes da Pós-Graduação Stricto Sensu no Brasil de 2013 a 2016. Brasília: CAPES, 2017. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/docentes-posgraduacao. [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2018a). Coleta de Dados, Discentes dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil 2017. Brasília: CAPES. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/coleta-de-dados-discentes-da-pos-graduacao-stricto-sensu-do-brasil-2017. [acesso em: 17 de março de 2019].

CAPES. (2018b). Coleta de Dados, Docentes dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil 2017. Brasília: CAPES. Recuperado de: https://dadosabertos.capes.gov.br/dataset/coleta-de-dados-docentes-da-pos-graduacao-stricto-sensu-no-brasil-2017. [acesso em: 17 de março de 2019].

Doucet, M. & Beaulac, G. (2013). Report on the Canadian Philosophical Association Equity Survey: historical trends. Recuperado de: https://www.acpcpa.ca/cpages/reports. [acesso em: 17 de março de 2019].

Goddard, E. (2008). Improving the Participation of Women in the Philosophy Profession Report B: Appointments by Gender in Philosophy Programs in Australian Universities, Report to the Australasian Association of Philosophy. Recuperado de: https://aap.org.au/Resources/Documents/publications/IPWPP/IPWPP_ReportB_Appointments.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

Haslanger, S. (2013). Women in Philosophy? Do the Math. The Stone, 2 setembro de 2013. Recuperado de: https://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/09/02/women-in-philosophy-do-the-math/ [acesso em: 17 de março de 2019].

Hutchison, K & Jenkins, F. (2013). Women in Philosophy: what needs to change. Oxford: Oxford University Press.

IBGE. (2010). Sinopse do Censo demográfico 2010. Rio de Janeiro: IBGE. Recuperado de: https://www.ibge.gov.br/censo2010/apps/sinopse/index.php?dados=11&uf=00. [acesso em: 17 de março de 2019].

IBGE. (2012). Censo demográfico 2010: educação e deslocamento, resultado da amostra. Rio de Janeiro: IBGE. Recuperado de: https://biblioteca.ibge.gov.br/pt/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=7545. [acesso em: 17 de março de 2019]

INEP. (2005). Enade 2005: Relatório Síntese Área de Filosofia. Recuperado de: Brasília: INEP. http://download.inep.gov.br/download/enade/2005/relatorios/Filosofia.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

INEP. (2008). Enade 2008: Relatório Síntese Filosofia. Brasília: INEP. Recuperado de: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/relatorio_sintese/2008/2008_rel_sint_filosofia.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

INEP. (2011). Enade 2011: Relatório Síntese Filosofia. Recuperado de: Brasília: INEP. http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/relatorio_sintese/2011/2011_rel_filosofia.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

INEP. (2014). Enade 2014: Relatório Síntese Filosofia. Brasília: INEP. Recuperado de: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/relatorio_sintese/2014/2014_rel_filosofia.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

INEP. (2018). Enade 2017: Relatório Síntese de Área: Filosofia. Brasília: INEP. Recuperado de: http://download.inep.gov.br/educacao_superior/enade/relatorio_sintese/2017/Filosofia.pdf [acesso em: 17 de março de 2019].

Norlock, K. (2011). Women in the Profession: A more formal report to the CSW, 2006. Recuperado de: https://docs.google.com/
Publicado
2019-06-25
Como Citar
Araújo, C. (2019). Quatorze anos de desigualdade: mulheres na carreira acadêmica de Filosofia no Brasil entre 2004 e 2017. Cadernos De Filosofia Alemã: Crítica E Modernidade, 24(1), 13-33. https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v24i1p13-33
Seção
Artigos