A morte, musa da filosofia

  • Maria Lúcia Cacciola Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Resumo

FIM ÚLTIMO DA VIDA DO INDIVÍDUO E NÃO DA ESPÉCIE, A MORTE NÃO SIGNIFICA PARA SCHOPENHAUER O FIM DA VONTADE ENQUANTO ESSÊNCIA, ISTO É, DO QUERER-VIVER INDESTRUTÍVEL. A VISÃO DA MORTE COMO “MUSA DA FILOSOFIA” E DA FILOSOFIA COMO “PREPARAÇÃO PARA A MORTE” LIGA-SE À IMPORTÂNCIA DO ORGANISMO E DE SEU CICLO VITAL NO PENSAMENTO DO FILÓSOFO. ESSE SERÁ O PONTO DE PARTIDA PARA MOSTRAR A INTERDEPENDÊNCIA DE SUAS REFLEXÕES SOBRE A ÉTICA E, ACIMA DE TUDO, DA SUA CONDENAÇÃO DO SUICÍDIO, EM RELAÇÃO À SUA METAFÍSICA IMANENTE DA VONTADE COMO QUERER-VIVER, INCONTROLÁVEL PELO ARBÍTRIO INDIVIDUAL. DESSE MODO, UMA TAL “FILOSOFIA DA NATUREZA” MOSTRA O SEU PRESSUPOSTO: A IMPOSSIBILIDADE DE CONTROLE, POR QUALQUER INSTÂNCIA EXTERIOR, DESSE IMPULSO PRIMORDIAL. EM CONTRAPARTIDA, PÕE-SE A DIFERENÇA ABISSAL ENTRE A MORTE DO INDIVÍDUO E A NEGAÇÃO DA ATIVIDADE DA VONTADE.

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Biografia do Autor

Maria Lúcia Cacciola, Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Professora Doutora do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)
Publicado
2007-06-15
Como Citar
Cacciola, M. L. (2007). A morte, musa da filosofia. Cadernos De Filosofia Alemã: Crítica E Modernidade, (9), 91-105. https://doi.org/10.11606/issn.2318-9800.v0i9p91-105
Edição
Seção
Artigos