Pico de fluxo de tosse em crianças e jovens com atrofia muscular espinhal tipo II e tipo III

  • Carla Peixoto Vinha de Souza
  • Regina Kátia Cerqueira Ribeiro Instituto Benjamin Constan
  • Luana do Valle Lima Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro
  • Clemax Couto Sant’Anna Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Medicina
  • Alexandra Prufer de Queiroz Campos Araújo Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Medicina
Palavras-chave: Atrofia Muscular Espinhal, Pico do Fluxo Expiratório, Tosse

Resumo

A atrofia muscular espinhal é uma doença neurodegenerativa, que pode cursar com insuficiência respiratória progressiva. O objetivo deste trabalho é descrever o pico de fluxo de tosse de crianças e jovens com atrofia muscular espinhal dos tipos II e III. Trata-se de um estudo transversal descritivo realizado em ambulatório de neuropediatria entre março de 2011 e maio de 2012, com pacientes com atrofia muscular e espinhal dos tipos II e III com mais de 5 anos de idade. Dos 53 pacientes elegíveis, 21 participaram da pesquisa. A medição do pico de fluxo de tosse foi realizada através do peak flow meter com os pacientes sentados e deitados. Após registradas três medidas, foi selecionada a maior entre elas. Os indivíduos do tipo III alcançaram valores de pico de fluxo de tosse superiores aos dos indivíduos do tipo II. As medidas tomadas em posição sentada (AME tipo II 159,4 l/min; AME tipo III 287,9 l/min) foram superiores às medidas em posição deitada (AME tipo II 146,9 l/min; AME tipo III 257,5 l/min), com diferença significativa (p-valor=0,008 posição sentada e p=0,033 posição deitada). Concluiuse que indivíduos com AME tipo III apresentam maior PFT, principalmente quando sentados, em comparação com o tipo II.

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Biografia do Autor

Carla Peixoto Vinha de Souza

Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Regina Kátia Cerqueira Ribeiro, Instituto Benjamin Constan

Mestre em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professora do Instituto Benjamin Constant (IBC), Departamento de Educação do Rio de Janeiro

Luana do Valle Lima, Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro

Fisioterapeuta do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro

Clemax Couto Sant’Anna, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Medicina

Professor associado do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina e docente dos programas de pós-graduação de Clinica Médica e de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Alexandra Prufer de Queiroz Campos Araújo, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faculdade de Medicina

Pós-doutora, professora associada de Neuropediatria, Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Publicado
2018-12-17
Como Citar
Souza, C., Ribeiro, R., Lima, L., Sant’Anna, C., & Araújo, A. (2018). Pico de fluxo de tosse em crianças e jovens com atrofia muscular espinhal tipo II e tipo III. Fisioterapia E Pesquisa, 25(4), 432-437. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/fpusp/article/view/152884
Seção
Pesquisa Original