Profissionais da saúde que atuam em ambiente hospitalar têm alta prevalência de fadiga e dorsalgia

estudo transversal

  • Caroline Ribeiro Tottoli
  • Aline Martins de Toledo
  • Natasha Cyrino e Silva
  • Wildo Navegantes de Araújo
  • Renata da Nóbrega Souza
  • Rodrigo Luiz Carregaro Universidade de Brasília
Palavras-chave: Ergonomia, Saúde do Trabalhador, Riscos Ocupacionais

Resumo

O objetivo foi caracterizar o ambiente de trabalho por meio da Norma Regulamentadora 17 do Ministério do Trabalho (NR-17); avaliar a fadiga residual e estimar o risco da sua exposição e a presença de desconforto musculoesquelético de profissionais da saúde que atuam em um hospital público. Trata-se de estudo transversal composto por duas etapas: (1) observação do ambiente de trabalho por meio da NR-17, adaptada em checklist; e (2) avaliação do desconforto e fadiga por meio de questionários. Os dados foram analisados descritivamente. A associação entre fadiga e desconforto foi verificada pelo qui-quadrado e o teste de Mann-Whitney comparou a idade, tempo de instituição e carga horária (horas/semana) entre os grupos estratificados (com fadiga/sem fadiga e com desconforto/sem desconforto). Foram avaliados 20 setores, dos quais a Farmácia teve a maior frequência de inadequação (83%) e a UTI Adulto mostrouse o mais adequado (24% de itens inadequados). Verificouse uma alta prevalência de desconforto, principalmente na coluna. A fadiga estava presente em mais de 70% dos profissionais. Indivíduos com maior idade apresentaram mais queixas de desconforto. O presente estudo demonstrou uma alta frequência de inadequações ergonômicas em ambiente de trabalho hospitalar, principalmente no setor da Farmácia e Ambulatório. A alta prevalência de desconforto na coluna e a fadiga demonstram a relevância de ações preventivas no ambiente hospitalar.

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Publicado
2019-04-22
Como Citar
Tottoli, C., Toledo, A., Silva, N., Araújo, W., Souza, R., & Carregaro, R. L. (2019). Profissionais da saúde que atuam em ambiente hospitalar têm alta prevalência de fadiga e dorsalgia. Fisioterapia E Pesquisa, 26(1), 91-100. https://doi.org/10.1590/1809-2950/18032926012019
Seção
Pesquisas Originais