O Papel das Células Satélites nas Respostas Adaptativas do Tecido Muscular Esquelético

  • Ana Cláudia Mattiello Sverzut Universidade de São Paulo
  • Leila Chimelli
Palavras-chave: Oligodentrologia, fisiologia, Sistema musculoesquelético, Exercício, Músculos

Resumo

O tecido muscular esquelético é sensível a modificações agudas e crônicas induzidas por exercícios. As células satélites (CS) estáo diretamente envolvidas nas respostas de caráter regenerador e nos processos de hipertrofia e hiperplasia no músculo adulto. Elas representam células quiescentes, localizam-se entre a lâmina basal e a membrana plasmática da fibra muscular e são estimuladas por fatores de crescimento liberados pelos leucócitos e pelas próprias fibras musculares lesadas. No processo de hipertrofia muscular, de acordo com a teoria dos domínios nucleares, novos núcleos das células satélites devem ser acrescentados às fibras adultas. As fibras do tipo 2 parecem ser mais susceptíveis a estas modificações tróficas em treinamentos de resistência. No processo de hiperplasia, uma importante relação pode ser estabelecida entre o desenvolvimento de lesão celular e regeneração. Dois tipos morfológicos podem ser identificados e classificados como "novas fibras": fragmentações de células originais, às vezes representando núcleos centralizados, e grupos de fibras pequenas no interstício, com núcleos periféricos. O aspecto histológico singular das células musculares permite que, nos processos de lesão e regeneração, apenas a porção danificada da fibra seja remodelada. Esta condição é dependente da migração e incorporação de CS à região danificada, ainda que, a resolução total do processo seja dependente da extensão da lesão e da integridade da lâmina basal da fibra muscular. De maneira genética, entre 7 e 21 dias têm-se a resolução total do processo. São comentados aqui os principais mecanismos envolvidos nesses processos e os fatores indutores, podendo subsidiar conceitos para a prática fisioterápica.

Biografia do Autor

Ana Cláudia Mattiello Sverzut, Universidade de São Paulo
Fisioterapeuta colaboradora do Departamento de Neurologia, Psiquiatria e e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
Leila Chimelli
Serviço de Anatomia Patológica. Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Seção
Artigos