O grafite e a formação do espaço geográfico urbano

informação, educação e arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2594-9632.geoliterart.2020.167946

Palavras-chave:

Grafite, Geografia urbana, Arte e educação

Resumo

A arte grafiteira é uma das expressões estéticas mais acessíveis à sociedade. Exposta nas ruas das grandes metrópoles, ela transmite mensagens sobre o que é vivido na sociedade, consolidando-se como um meio de comunicação em que a arte está a serviço da fruição, da informação e da denúncia. Os objetivos deste trabalho são conhecer as origens e o desenvolvimento dessa arte urbana e compreender de que maneira o grafite pode ressignificar o espaço em que se inscreve. A metodologia usada foi o estudo exploratório por meio de revisão de literatura. Procurou-se analisar de que forma o grafite intervém na paisagem urbana, especificamente seu efeito na compreensão dos sentidos de cidade. Conclui que a arte grafiteira tem os muros e fachadas não só como suporte, mas como plataforma discursiva a expressar a polifonia da cena urbana.

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Biografia do Autor

Letícia de Souza Blanco, Universidade Federal Fluminense

Cursando Licenciatura em Geografia na Universidade Federal Fluminense e tenho me dedicado a estudar temas relacionados à geografia urbana, mais especificamente gestão participativa e usos (políticos, culturais e econômicos) dos espaços urbanos, ao meio ambiente e à educação. Fiz um período de Biblioteconomia e Documentação, área com a qual também tenho afinidades, pois gosto de trabalhar com informação e documentos. Atualmente participo do Grupo de Pesquisa Observatório Jovem do Rio de Janeiro, cujos estudos têm como campo de confluência os seguintes temas: Território, Juventude, Diversidade, Desigualdades Sociais e Educação. No atual momento estou escrevendo artigos que envolvem duas grandes áreas: Geografia e Educação, buscando entender de que forma ocorre a mediação e a relação entre essas áreas do conhecimento.

Elisabete Gonçalves de Souza, Universidade Federal Fluminense

Graduada em Biblioteconomia e Documentação (1987) e em História (1992) pela Universidade Federal Fluminense; mestrado em Educação (1997) pela Universidade Federal Fluminense e doutorado (2012) em História e Filosofia da Educação Brasileira pela Universidade Estadual de Campinas. No campo da Documentação, atuou como bolsista de aperfeiçoamento do Centro de informações Nucleares (1987-1989); bibliotecária do SESC (1989-2004), sendo responsável pela organização do acervo bibliográfico e pelas atividades de leitura da unidade da Tijuca, onde coordenou o projeto Palavra em Cena; bibliotecária da Universidade Federal Fluminense(1993-2008), trabalhou no Núcleo de Documentação e no Centro e Memória Fluminense, atuou nas áreas de referência, planejamento de exposições e na organização de bases de dados bibliográficas; foi professora dos cursos de Pedagogia e Letras da Universidade Estácio de Sá e do Curso de Pedagogia do Instituto Educação do Rio de Janeiro. Desde 2009 é professora do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense, cursos de Arquivologia e Biblioteconomia, onde ministra disciplinas na área de organização da informação, com ênfase em descrição, análise e estrutura de bases de dados bibliográficas. Em 2013 foi credenciada como professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Coordena projeto pesquisa sobre a função Informacional e pedagógica dos arquivos históricos escolares.Participa dos seguintes grupos e pesquisa: Arquivos e bibliotecas: apropriações teóricas e aplicações metodológicas e Bibliotecas públicas no Brasil: reflexão e práticas, Organização e Representação do Conhecimento em ambientes digitais

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Publicado

2020-10-15

Como Citar

Blanco, L. de S., & Souza, E. G. de. (2020). O grafite e a formação do espaço geográfico urbano: informação, educação e arte . Revista Geografia, Literatura E Arte, 2(1), 141-159. https://doi.org/10.11606/issn.2594-9632.geoliterart.2020.167946

Edição

Seção

Artigos