Urbanização e cidade dispersa: implicações da produção do espaço urbano no Brasil, em Moçambique e na Austrália

  • Lindberg Nascimento Júnior Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho
Palavras-chave: Dispersão urbana. Imagens de luzes noturnas. Sensoriamento remoto. Infraestrutura urbana.

Resumo

Imagens de luzes noturnas dos anos de 1992, 2002 e 2012 foram tratadas para o território brasileiro, moçambicano e australiano a fim de suscitar uma discussão comparada da dispersão urbana nos países do Hemisfério Sul. No debate, considerou-se a ideia da dispersão urbana como fundamento da distinção entre urbanização (processo) e cidade (forma), articulando esses conceitos à intensidade e à expansão das luzes noturnas nas áreas dos países estudados. A revisão bibliográfica e o tratamento das imagens por técnicas de sensoriamento remoto possibilitaram interpretar, quantificar e mapear áreas iluminadas e não iluminadas. Esses procedimentos ajudam a inferir atributos semelhantes e diferentes nos níveis globais e regionais dos países estudados, como medida de particularização da dispersão urbana em diferentes formações socioespaciais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lindberg Nascimento Júnior, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho
Estudante de dourado, Unesp, Presidente Prudente. Atua na área de geografia física, com enfase em climatologia geográfica. Desenvolve estudos sobre variabilidade, risco e vulnerabilidade.

Referências

AMARO, A. B. O processo de dispersão urbana e a questão ambiental: uma comparação da literatura estrangeira com o fenômeno no Brasil. Revista Formação (Online), 2016. No prelo.

BOTELHO, A. Capital volátil, cidade dispersa, espaço segregado: algumas notas sobre a dinâmica do urbano contemporâneo. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 14, n. 28, p. 297-315, jul./dez. 2012.

BRUEGMANN, R. La dispersión urbana: una historia condensada. Barcelona: Doce Calle, 2005.

CATALÃO, I. F. Diferença, dispersão e fragmentação socioespacial: explorações metropolitanas em Brasília e Curitiba. Tese (Doutorado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2013.

DINAPOT. DIREÇÃO NACIONAL DE PLANEJAMENTO E ORDENAMENTO TERRITORIAL. Moçambique, melhoramento dos assentamentos informais, análise da situação e proposta de estratégias de intervenção: relatório. Maputo: CEDH, 2006.

EDM. ELECTRICIDADE DE MOÇAMBIQUE, E. P. Governo de Moçambique. Disponível em: http://www.edm.co.mz/index.php. Acesso: 20 nov. 2016.

EEA. EUROPEAN ENVIRONMENT AGENCY. Urban sprawl in Europe: The ignored challenge. Office for Official Publications of the European Communities, 2006. Disponível em: http://www.eea.europa.eu/publications/eea_report_2006_10. Acesso em: 30 abr. 2015.

EID, J. et al. Fat city: Questioning the relationship between urban sprawl and obesity. Journal of Urban Economics, v. 63, p. 385-404, 2008.

GARDEN, F. L.; JALALUDIN, B. B. Impact of urban sprawl on overweight, obesity, and physical activity in Sydney, Australia. Journal of Urban Health, v. 86, n. 1, p. 19-30, 2009.

GONÇALVES, A. R. Indicadores da dispersão urbana. Dissertação (Mestrado em Planejamento Urbano e Regional) – Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

IBGE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico: resultado do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

LEFEBVRE, H. Lógica formal/lógica dialética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975.

LUZ PARA TODOS. Ministério de Minas e Energia. Programa Luz para Todos. Disponível em: https://www.mme.gov.br/luzparatodos/asp/. Acesso: 20 nov. 2016.

MALOA, J. Urbanização moçambicana: uma proposta de interpretação. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.

MELLO, G. H. Expansão e estrutura urbana de Santos-SP: aspectos da periferização, da deterioração, da intervenção urbana, da verticalização e da sociabilidade. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

MIRANDA, E. E.; GOMES, E. G.; GUIMARÃES, M. Mapeamento e estimativa da área urbanizada do Brasil com base em imagens orbitais e modelos estatísticos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO (SBSR), 2005, Goiânia. Anais... São José dos Campos, 2005. p. 3813-3820.

NEWMAN, P. W. G.; KENWORTHY, J. R. Sustainability and Cities: Overcoming Automobile Dependence. Washington, DC: Island Press, 1999.

NOAA. NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION. Defense Meteorological Satellite Program: Operational Linescan System. Version 4 DMSP-OLS Nighttime Lights Time Series. Department of Commerce. Disponível em: http://ngdc.noaa.gov/eog/dmsp/downloadV4composites.html. Acesso: 3 ago. 2014.

NUNES, L. H. Urbanização e desastres naturais. São Paulo: Oficina de Textos, 2015.

OJIMA, R.; MARANDOLA JR., E. (Org.). Dispersão urbana e mobilidade populacional: implicações para o planejamento urbano e regional. São Paulo: Blucher, 2016.

OJIMA, R.; MONTEIRO, F. F.; NASCIMENTO, T. C. L. Urbanização dispersa e mobilidade no contexto metropolitano de Natal: a dinâmica da população e a ampliação do espaço de vida. Urbe – Revista Brasileira de Gestão Urbana, Paraná, v. 7, n. 1, p. 9-20, 2015.

ONU. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. World urbanization prospects: the 2011 revision. New York: United Nations, 2012. Disponível em: http://esa.un.org/unup/pdf/FINAL_REPORT%20WUP2011_Annextables_01Aug2012_Final.pdf. Acesso em: 17 set. 2014.

RAPOSO, I.; SALVADOR, C. Há diferença: ali é cidade, aqui é subúrbio: urbanidade dos bairros, tipos e estratégias de habitação em Luanda e Maputo. In: OPPENHEIMER, J.; RAPOSO, I. (Coord.). Subúrbios Luanda e Maputo. Lisboa: Colibri, 2007. p. 105-138.

ROWLAND, D. T. Theories of urbanization in Australia. Geographical Review, v. 67, n. 2, p. 167-176, 1977.

SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2002.

______. A urbanização brasileira. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1993.

SCHNEIDER, A.; FRIEDL, M. A.; POTERE, D. A new map of global urban extent from MODIS satellite data. Environmental Research Letters, v. 4, n. 4, p. 1-11, 2009.

SILVA, E. T. Estrutura urbana e mobilidade espacial nas metrópoles. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013.

SMITH, T.; DOHERTY, M. The suburbanisation of coastal Australia. Canberra: Australia State of the Environment Committee/Department of Environment and Heritage, 2006.

SPOSITO, M. E. B. Segregação socioespacial e centralidade urbana. In: VASCONCELOS, P. A.; CORRÊA, R. L.; PINTAUDI, S. M. (Org.). A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: Contexto, 2010. p. 61-93.

______. Novas formas de produção do espaço urbano no estado de São Paulo. In: REIS, N. G.; TANAKA, M. S. (Org.). Brasil, estudos sobre a dispersão urbana. São Paulo: Fauusp/Fapesp, 2007. p. 7-28

______. Capitalismo e urbanização. 15. ed. São Paulo: Contexto, 2005.

______; GÓES, E. M. Espaços fechados e cidades: insegurança urbana e fragmentação socioespacial. São Paulo: Ed. Unesp, 2013.

SQUIRES, G. D. Urban Sprawl: Causes, Consequences & Policy Responses. Washington: Urban Institute Press, 2002.

UN-HABITAT. Programa das Nações Unidas para assentamentos humanos. Escritório Regional para África e Estados Árabes. Estudo do Perfil Regional do Sector Urbano em Moçambique, 2005.

WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity and overweight. Fact sheet, 2003. Disponível em: http://www.who.int/dietphysicalactivity/media/en/gsfs_obesity.pdf.>. Acesso em: 21 out. 2014.

ZHAO, Z.; KAESTNER, R. Effects of urban sprawl on obesity. Journal of Health Economics, n. 29, p. 779-787, 2010.

ZHOU, Y. et al. A global map of urban extent from nightlights. Environmental Research Letters, v. 10, n. 5, p. 1-11, 2015.

Publicado
2017-10-19
Como Citar
Nascimento Júnior, L. (2017). Urbanização e cidade dispersa: implicações da produção do espaço urbano no Brasil, em Moçambique e na Austrália. GEOUSP: Espaço E Tempo (Online), 21(2), 550-569. https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2017.125392