Transporte fluvial no Solimões – uma leitura a partir das lanchas Ajato no Amazonas

  • Kristian Oliveira de Queiroz Universidade do Estado do Amazonas
Palavras-chave: Transporte fluvial, Rio Solimões, Integração territorial, Modernização, Amazonas

Resumo

As lanchas do transporte fluvial de passageiros da empresa Ajato no estado do Amazonas são as embarcações deste segmento mais atuantes na circulação regional do rio Solimões. Este artigo visa discutir o transporte fluvial de passageiros no rio Solimões a partir de uma leitura do papel que as lanchas Ajato efetuam na modernização deste setor, bem como conhecer a sua contribuição para a integração territorial neste subespaço. Verificou-se que o transporte de passageiros no rio Solimões possui dificuldades e enfrenta desafios institucionais, infraestruturais e administrativos. No entanto, isto não impede a manutenção de fluxos significativos de embarcações diversas. As lanchas Ajato são representantes de objetos úteis à circulação produzidos a partir de uma especialização do lugar; promovendo uma modernização da frota e uma integração territorial significativa nesta fração da formação socioespacial brasileira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Kristian Oliveira de Queiroz, Universidade do Estado do Amazonas

Doutor em Geografia Humana pela  Universidade de São Paulo; Pós-doutorando em Geografia Humana na Universidade de São Paulo.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIOS (ANTAQ). Caracterização da oferta e demanda do transporte fluvial de passageiros na região na região amazônica. Brasília: ANTAQ, 2013.

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIOS (ANTAQ). Pesquisa de satisfação dos usuários do serviço de transporte longitudinal de passageiros e misto (passageiros e cargas) na navegação interior da região amazônica. Brasília: ANTAQ, 2015.

ARROYO, M.; CRUZ, R. C. A. (orgs). Território e circulação: a dinâmica contraditória da globalização. São Paulo: Annablume, 2015.

BALAU, J. A. C. (et all). Análise do transporte fluvial de passageiros nos altos rios da Amazônia. São Paulo: DINAV/IPT, 1978.

BATES, H. W. Uma naturalista no rio Amazonas. Tradução: Regina Régis Junqueira. Belo Horizonte: Editora Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1979 [1876].

CATAIA, M. A. Território nacional e fronteiras internas – a fragmentação do território brasileiro. Tese (Doutorado em Geografia Humana), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES (CNT). Pesquisa CNT da navegação interior 2013. Brasília: CNT, 2013.

COSTA, W. M. Ordenamento territorial e Amazônia: vinte anos de experiência de zoneamento ecológico e econômico. In: BATISTELLA, M; MORAN, E. F.; ALVES, D. S. (orgs.). Amazônia: natureza e sociedade em transformação. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.

DAMIANI, A. L. Cidades médias e pequenas no processo de globalização. Apontamentos bibliográficos. In: LEMOS, A. I. G.; ARROYO, M. M.; SILVEIRA, M. L. (orgs). América Latina: cidade, campo e turismo. Buenos Aires: Consejo Latino americano de Ciencias Sociales – CLACSO; São Paulo: Universidade de ao Paulo – USP, 2006.

FERREIRA, M. A. C. Transporte fluvial por embarcações mistas no Amazonas: uma análise do trecho Manaus – Coari e Manaus-Parintins. Tese (Doutorado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2016.

HAESBAERT, R. Regional-global – dilemas da região e da regionalização na geografia contemporânea. Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2010.

HUERTAS, D. M. Da fachada atlântica ao âmago da hiléia: integração nacional e fluidez territorial no processo de expansão da fronteira agrícola. Dissertação (Mestrado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Atlas do Censo 2010. Coordenação de Geografia. Rio de Janeiro: IBGE, 2013.

MACHADO, P. C. Segurança da navegação em hidrovias: fator fundamental para o desenvolvimento da região Amazônica. Monografia (Graduação em Altos Estudos de Política e Estratégia) - Departamento de Estudos da Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro, 2014.

NOGUEIRA, A. R. B. Geografia das representações. In: Boletim amazonense de geografia. Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Manaus. Manaus, Vol. 2, p. 93-108, 1995.

PEREIRA, V. B. Transportes: história, crises e caminhos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.

QUEIROZ, K. O. Entre motores e velas – os racionamentos e interrupções de energia elétrica no Amazonas. Curitiba: Editora CRV, 2012.

QUEIROZ, K. O. Centralidade periférica e integração relativizada – uma leitura de Tefé no Amazonas. Tese (Doutorado em Geografia Humana) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

SANTOS, M. Por uma economia política da cidade: o caso de São Paulo. São Paulo: Editora Hucitec/Educ, 1994.

SANTOS, M. Região e: globalização e identidade. In: LIMA, L. C. (Org). Conhecimento e reconhecimento – homenagem ao geógrafo cidadão do mundo. Fortaleza: Editora LCR/EDUECE, 2003.

SANTOS, M. O espaço dividido: os dois circuitos da economia urbana dos países subdesenvolvidos. São Paulo: EDUSP, 2008 [1979].

SANTOS, M. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. 5. ed. Coleção Milton Santos. 11. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008 [1994].

SANTOS, M. O modo de produção técnico-científico e diferenciação espacial. Revista Território. Ano IV, nº 6, jan/jun, 1999.

SILVEIRA, M. L. Um país, uma região: fim de século e modernidades na Argentina. São Paulo: FAPESP/LABOPLAN-USP, 1999.

SILVEIRA, M. R. Falta de demanda e deficiência do sistema produtivo brasileiro: contribuições dos eixos de desenvolvimento e dos arranjos produtivos locais. In: SPOSITO, E. S.; SPOSITO, M. E. B.; SOBARZO, O. (orgs). Cidades médias: produção do espaço. São Paulo: Expressão popular, 2006.

Publicado
2019-07-18
Como Citar
Queiroz, K. (2019). Transporte fluvial no Solimões – uma leitura a partir das lanchas Ajato no Amazonas. GEOUSP Espaço E Tempo (Online), 23(2), 322-341. https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2019.133370
Seção
Artigos