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Banalidade das finanças e cidadania incompleta: lugar e cotidiano na globalização

María Laura Silveira

Resumo


Este artigo está estruturado em três pontos. No primeiro, procura entender o cotidiano como quinta dimensão do espaço banal e o papel da multiplicação dos fluxos financeiros, envolvendo um maior número de lugares. No segundo, discute a reorganização do cotidiano ao ritmo da financeirização que desenvolvem nos lugares os agentes do circuito superior, por meio de ações simbólicas e novos instrumentos financeiros. No terceiro ponto, aborda o papel do Estado na financeirização e no consumo e suas repercussões nos circuitos da economia urbana e na cidadania. Por fim, apresenta breves reflexões sobre a relação entre política, produção, consumo e cidadania no período atual.


Palavras-chave


Cotidiano. Finanças. Crédito. Cidadania. Circuitos da economia urbana.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2017.135155

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