Da banalização das regiões metropolitanas ao Estatuto da Metrópole: será o fim das “metrópoles de papel”?

  • Eduardo Celestino Cordeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Regiões Metropolitanas, Estatuto da Metrópole, instituição metropolitana, metrópoles de papel

Resumo

O trabalho analisa implicações da lei federal denominada Estatuto da Metrópole sobre a banalização da criação de Regiões Metropolitanas (RMs) no país. Estudou-se o caso do Maranhão, a partir da perspectiva que entende essas regiões como meios institucionais pelo quais agentes políticos territorializam o espaço para viabilizarem seus objetivos. Como conclusão, constatou-se que a lei federal freou as tentativas de se criar novas RMs no Maranhão, porém não impediu a manutenção e inclusão de município para além da conurbação intermunicipal das “metrópoles” das regiões já existentes; o que pode vir a ocorrer também nos outros estados, significando não o fim das “metrópoles de papel”, mas o crescimento territorial das já existentes.

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Biografia do Autor

Eduardo Celestino Cordeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Geógrafo, especialista em Gestão Pública Municipal, mestre em Desenvolvimento Socioespacial e Regional e doutorando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado
2019-03-08
Como Citar
Cordeiro, E. (2019). Da banalização das regiões metropolitanas ao Estatuto da Metrópole: será o fim das “metrópoles de papel”?. GEOUSP Espaço E Tempo (Online), 23(1), 040-058. https://doi.org/10.11606/issn.2179-0892.geousp.2019.141746
Seção
Artigos