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Vozes e silêncios: apontamentos sobre reflexividade em filmes etnográficos

João Martinho de Mendonça

Resumo


Este artigo pretende discutir a voz autoral como expressão de subjetividade e de reflexividade em filmes etnográficos. Analisa três usos da voz autoral para estabelecer correlações entre níveis teórico-metodológicos, audiovisuais e emocionais. A voz, pensada como um tipo especial de performance corporal, é sugerida como exercício e prática de pesquisa. A abordagem aqui experimentada procura perceber, todavia, como vozes autorais nos filmes podem ser situadas num esforço de aproximação dos problemas da antropologia contemporânea desde os anos 1980. Assim, a preocupação central recai sobre como filmes etnográficos contribuem para o pensamento antropológico, com especial atenção para a experiência etnográfica, o diálogo e a subjetividade. Filmes de antropólogos como Margaret Mead e Jean Rouch, bem como de um autor brasileiro mais recente, Edgar Cunha, são tomados como base analítica a partir da qual a importância da voz autoral pode ser reavaliada. Espera- -se que essa discussão possa contribuir para o exame crítico tanto de produções já realizadas quanto em projetos futuros.

Translation: Thaddeus Gregory Blanchette


Palavras-chave


filme etnográfico; reflexividade; subjetividade; Jean Rouch; Margaret Mead; Edgar Teodoro da Cunha

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2016.116356

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