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Notas da superfície da imagem: fotografia, pós-colonialismo e modernismo vernacular

Christopher Pinney

Resumo


Christipher Pinney apresenta uma discussão sobre como tradições fotográficas locais respondem às demandas visuais da fotografia colonial. Enquanto os esquemas coloniais tentavam fixar identidades colonizadas dentro de certezas cronotrópicas, a fotografia pós-colonial procura negar isso colocando seus referentes na superfície. As identidade, nesse caso, são móveis. O autor começa com a perspectiva cartesiana da fotografia europeia, na qual o "mundo era uma pintura", refletindo sobre sua certeza temporal, espacial e racionalidade. O homem era separado da natureza e, portanto, possuía um olhar panóptico, divino, observador do mundo. Contra isto, Pinney descreve as "estratégias de superfície", perspectivas barrocas que emergem no contexto pós-colonial como, por exemplo, na fotografia indiana realizada em um estúdio fotográfico onde a utilização de uma miríade variada de cenários, reflete uma relutância em fixar corpos no tempo e no espaço evidenciando a mutabilidade do corpo no tempo e no espaço. Ao descrever a superfície impenetrável e opaca na prática fotográfica pós-colonial, ele mostra como aqueles fotografados são capazes de retribuir o olhar do espectador. Esta superfície pode assim ser lida como um local de uma "auto-montagem das identidades pós-coloniais".

Tradução de: Janaína Sant'Ana de Andrade.


Palavras-chave


Fotografia; Pós-colonialismo; Europa

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2017.129731

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