“A câmera é minha arma de caça” A poética dos filmes de Réal J. Leblanc, cineasta innu (Dossiê Olhares Cruzados)

  • Renato Sztutman Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Filmes-poema, Estética cosmopolítica, Resistência, Memória, Cinema indígena, Povos indígenas do Quebec

Resumo

Este ensaio explora o conjunto de filmes do jovem cineasta Innu, Real Junior Leblanc, ligados ao Projeto Wapikoni Mobile, que atua em comunidades indígenas do Quebec (Canadá), formando realizadores. Seu argumento é o de que estes filmes, tanto os mais experimentais como os mais documentais, privilegiam uma dimensão poética, que acenam a uma estética cosmopolítica, esta que insiste em não separar mundos humanos e além do humano e que se oferece como instrumento de luta e resistência política.

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Biografia do Autor

Renato Sztutman, Universidade de São Paulo

É mestre (2000) e doutor (2005) em Antropologia Social pela USP, área de etnologia indígena. É pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) e do Grupo de Antropologia Visual, GRAVI. Foi um dos fundadores e co-editou, entre 1997 e 2007, a revista Sexta-Feira. Antropologia, Artes e Humanidades.  Suas áreas de atuação são etnologia e história indígena (com foco no problema das cosmopolíticas ameríndias), teoria antropológica e antropologia & cinema.

Publicado
2018-07-23
Como Citar
Sztutman, R. (2018). “A câmera é minha arma de caça” A poética dos filmes de Réal J. Leblanc, cineasta innu (Dossiê Olhares Cruzados). GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia, 3(1). https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2018.146013
Seção
G.I.S - Gestos, Imagens e Sons