Corpo livre: corpo e arte como formas de ativismo em São Paulo

Palavras-chave: Movimentos sociais, Identidade, Corpo, Interseccionalidade, Artivismo

Resumo

Movimentos sociais organizados de novas formas estão debatendo a intersecção de diferentes marcadores sociais ou eixos de opressão, como gênero, sexualidade, classe e raça, problematizando normas sexuais e de gênero. Utilizando uma abordagem etnográfica e métodos qualitativos como entrevista e observação, o presente artigo pretende responder à pergunta: o que significa aos ativistas da Revolta da Lâmpada fazer ativismo usando o artivismo como método, em um coletivo com inspiração interseccional que tem o corpo livre como denominador comum de luta? O coletivo de São Paulo, Brasil, se entende como uma plataforma com horizontes interseccionais, criando um denominador comum – o “corpo livre” – entre diferentes grupos identitários sem a hierarquização de suas agendas e a deslegitimação de seus espaços exclusivos. Através da celebração de seus corpos ocupando espaços públicos, elas usam diversas expressões artísticas para fazer ativismo, o que tem sido chamado de artivismo.

 

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Biografia do Autor

Eduardo Faria Santos, Erasmus Universiteit Rotterdam. International Institute of Social Studies

Eduardo Faria Santos é advogado, mestre em Estudos de Desenvolvimento (International Institute of Social Studies, Erasmus Universiteit Rotterdam), com ênfase em Direitos Humanos, Gênero e Conflito: Perspectivas de Justiça Social. Ativista de Direitos Humanos e LGBTI+ dos coletivos A Revolta da Lâmpada, que aceitou o autor após a colaboração na dissertação que gerou o presente artigo, e Caneca na Mesa, grupo de networking de profissionais LGBTI+ que promove diversidade e inclusão no local de trabalho. E-mail: edu.santos@b4people.com.br

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Publicado
2019-10-24
Como Citar
Santos, E. (2019). Corpo livre: corpo e arte como formas de ativismo em São Paulo. GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia, 4(1), 125-156. https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.152114
Seção
Dossiê Artes e antropologias