Os professores podem fazer mapas conceituais? Sim, eles devem!

Autores

  • Paulo Rogério Miranda Correia Universidade de São Paulo. Escola de Artes, Ciências e Humanidades.
  • Raíssa dos Santos Ballego Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências.
  • Thalita dos Santos Nascimento Universidade de São Paulo. Escola de Artes, Ciências e Humanidades.

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2525-376X.v4i1p29-39

Palavras-chave:

Mapas Conceituais, Organizador Prévio, Avaliação da Aprendizagem, Atividades de Ensino

Resumo

A busca por novas formas de ensinar e aprender tem colocado os mapas conceituais em evidência, como forma de representar e compartilhar o conhecimento. Entretanto, o tempo requerido para treinar os alunos na técnica de mapeamento conceitual e avaliar os mapas produzidos por eles é grande demais quando se considera a rotina profissional da maioria dos professores. Uma forma de superar esses obstáculos é colocar o professor na condição de mapeador, criando e usando os seus próprios mapas conceituais durante as aulas. Este artigo apresenta quatro diferentes atividades que podem ser elaboradas a partir de um único mapa conceitual feito pelo especialista: a visualização sistêmica dos conteúdos, a elaboração de proposições a partir de um mapa conceitual parcialmente desenvolvido, a verificação do engajamento dos alunos com os materiais de estudo e a identificação de erros no mapa conceitual. As atividades descritas são rápidas e facilmente adaptáveis pelos leitores interessados em fazer uso frequente dos mapas conceituais. A exposição regular dos alunos aos mapas feitos pelo professor pode ser o primeiro passo para que eles se tornem futuros mapeadores.

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Publicado

2020-07-23

Como Citar

Correia, P. R. M., Ballego, R. dos S., & Nascimento, T. dos S. (2020). Os professores podem fazer mapas conceituais? Sim, eles devem!. Revista De Graduação USP, 4(1), 29-39. https://doi.org/10.11606/issn.2525-376X.v4i1p29-39

Edição

Seção

Artigos