Modelagem numérica da deformação em carbonatos e implicações na formação de carste

  • Juliana Gomes Rabelo Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Exatas e da Terra. Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica
  • Aline Theophilo Silva Petrobras/CENPES, Rio de Janeiro, RJ
  • Francisco Hilário Rego Bezerra Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Exatas e da Terra. Departamento de Geologia
  • Anderson Moraes Petrobras/CENPES, Rio de Janeiro, RJ
Palavras-chave: Fraturas, Carste, Modelagem numérica, Formação Jandaíra.

Resumo

O efeito da presença de fraturas sobre o fluxo de fluidos em reservatório é hoje tema de interesse fundamental para a indústria do petróleo. Tratando-se de rochas carbonáticas, o estudo da contribuição das fraturas sobre a eficiência dos reservatórios se complexifica em função da natureza reativa dessas rochas aos fluidos circulantes e a alta tendência à formação de carste. As fraturas atuam como agentes focalizadores da percolação de fluidos e exercem controle estrutural sobre a formação do carste. Para a indústria do petróleo, esse cenário pode ser favorável pelo aumento da porosidade e permeabilidade secundárias das fraturas, mas também oferece riscos à operação. O presente estudo investiga, sob o ponto de vista geomecânico, como a presença de fraturas influencia o desenvolvimento do carste observado em rochas carbonáticas. A Formação Jandaíra foi selecionada como geomaterial análogo a reservatórios carbonáticos fraturados em bacias marginais do Brasil. A metodologia adotada para esse estudo incluiu: (i) a utilização de imagens de satélite e de VANT; (ii) modelagem numérica do efeito das tensões atuais sobre as estruturas do lajedo. Comparados os resultados dos modelos numéricos ao mapeamento realizado nas imagens, verificou-se que as regiões dos modelos numéricos onde ocorrem os maiores valores de dilatância coincidiram com regiões locais no terreno (terminações de falhas e cruzamento de fraturas), onde ocorrem concentração de dissolução e formação de carste. Assim, este trabalho estabeleceu que existe uma relação possível entre a concentração de tensão e a dissolução ao longo da trama estrutural observada nos lajedos fraturados e carstificados e evidenciou que o processo de dilatância provavelmente é responsável pela ocorrência de dissolução preferencial controlada por fraturas em rochas carbonáticas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Juliana Gomes Rabelo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Exatas e da Terra. Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica
Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica, Centro de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Campus Universitário, CEP 59072-970, Natal, RN, BR
Aline Theophilo Silva, Petrobras/CENPES, Rio de Janeiro, RJ
Petrobras/CENPES, Rio de Janeiro, RJ, BR
Francisco Hilário Rego Bezerra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Exatas e da Terra. Departamento de Geologia
Departamento de Geologia, Centro de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Natal, RN, BR
Publicado
2015-06-30
Como Citar
Rabelo, J., Silva, A. T., Bezerra, F. H., & Moraes, A. (2015). Modelagem numérica da deformação em carbonatos e implicações na formação de carste. Geologia USP. Série Científica, 15(2), 99-110. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v15i2p99-110
Seção
Artigos