Silêncios e formas da verdade

a historicidade das práticas arquivísticas e arquivos do regime militar

  • Aluf Alba Elias Universidade de Brasilia Museu Nacional/UFRJ
  • Georgete Medleg Rodrigues Universidade de Brasília
Palavras-chave: Arquivos, Arquivos do regime militar, Práticas arquivísticas, Formas de verdade, Silenciamentos.

Resumo

O arquivo é uma representação política daquilo que ficará, uma impressão das disputas vencidas ou de uma verdade que se deseja registar formalmente. Mas é, também, aquilo que nunca pôde ser dito, que esteve interditado e tomou fôlego público devido escolhas, demandas políticas, sociais, históricas, institucionais ou pessoais.  Para analisar este processo, como objetivo, traçamos uma ponte histórico-epistemológica entre o arquivo e sua relação com as formas da verdade, percorrendo a historicidade das práticas arquivísticas oferecendo maior liberdade para uma discussão sobre os arquivos do regime militar no Brasil. O recurso metodológico utilizado consistiu no levantamento e análise bibliográfica na composição do caminho argumentativo e na construção e delineamento do objeto. Concluímos que, o arquivo funciona como potência ao invés de um testemunho imperativo sobre a verdade ou a memória. Os silêncios ou ausências encontradas em seu manejo anunciam uma interrupção discursiva que deve ser explorada.

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Biografia do Autor

Aluf Alba Elias, Universidade de Brasilia Museu Nacional/UFRJ

Doutorado em Ciência da Informação pela UnB (2017), Mestrado em Ciência da Informação pelo IBICT (2012), Graduação em Arquivologia pela UFF (2005).

 

Georgete Medleg Rodrigues, Universidade de Brasília

Doutorado em História pela Université de Paris (Paris IV- Sorbonne)

Professora da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília.

Publicado
2019-05-22
Como Citar
ELIAS, A.; RODRIGUES, G. Silêncios e formas da verdade. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 10, n. 1, p. 25-43, 22 maio 2019.
Seção
Artigos