A interferência da asma no cotidiano das crianças

  • Marisa Augusta Trinca Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública
  • Isabel M. P. Bicudo Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Prática
  • Maria Cecília F. Pelicioni Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; Departamento de Prática
Palavras-chave: Asma, promoção da saúde, representação social, criança, escola, qualidade de vida, cotidiano

Resumo

A asma é responsável pelo acometimento de grande número de crianças em nosso meio, o que a torna uma das doenças de maior relevância na infância. O objetivo investigar a interferência da asma no cotidiano das crianças e identificar a representação que elas e seus pais fazem da doença. Adotou-se uma metodologia qualitativa capaz de evidenciar, com base na fala dos sujeitos, a Representação Social da doença. Para tanto foram realizadas entrevistas com 45 crianças em idade escolar matriculadas na rede pública da cidade de São Paulo, bem como com seus pais e/ou responsáveis. Na análise foram identificadas as representações sociais dessa população, utilizando-se o Método do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados desta pesquisa revelaram o conhecimento adequado das interferências da asma no cotidiano da criança, contribuindo para o enfrentamento de suas repercussões negativas e para elaboração de estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida dessas crianças. Essas questões quando conhecidas e compreendidas, trazem alertas à equipe médica responsável pela criança asmática, dada a relação intrínseca entre a representação construída da doença pela criança asmática e por seus pais e a maneira como se sente e interage com o mundo e com a sociedade à qual pertence.

Referências

Borba RIH de, Sarti CA. A asma infantil eo mundo social e familiar da criança. Rev Bras Alergia Imunopatol. 2005; 28(5):249-254.

Bosi DR. A criança asmática na família: estudo de uma representaçäo. [dissertação de mestrado] São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP; 1998.

III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma. J Pneumol. 2002; 28 supl1:S6-S51.

Fiks IN. Asma no esporte: não deixe a asma atrapalhar sua vida. São Paulo: Claridade; 2008.

IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma. J Bras Pneumol. 2006; 32supl7:S447-S474.

Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: asma grave. Brasília(DF); 2002 [acesso em 26 jul2010] Disponível em: http://portal.saude.gov.br/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=23509.

Barnes PJ, Godfrey S, Naspitz CK. Asma. sl: Cayfosa; 1997.

Casagrande RRD, Pastorino AC, Souza RGL, Leone C, Solé D, Jacob CMA. Prevalência de asma e fatores de risco em escolares da cidade de São Paulo. Rev Saúde Pública. 2008; 42(3):517-523.

Wijesinghe M, Weatherall M, Perrin K, Crane J, Beasley R. International trends in asthma mortality rates in the 5 to 34 year age group. Chest. 2009; 135(4):1045-1049.

Solé D. International Study for Asthma and Allergies in Childwood (ISAAC): o que nos ensinou? J Bras Pneumol. 2005;31(2):93-94.

Solé D, Wandalsen GF, Camelo-Nunes IC, Naspitz CK; ISAAC-Grupo Brasileiro. Prevalência de sintomas de asma, rinite e eczema atópico entre crianças e adolescentes brasileiros identificados pelo International Study for Asthma and Allergies in Childwood (ISAAC) – Fase3. J Pediatr. 2006; 82(5):341-346.

Zorzetto R, Moura M. Variações sobre um tema sufocante. Rev Pesq Fapesp. 2009;(165):17-21.

Fiks IN. Asma: superando mitos e medos. São Paulo: Claridade; 2004.

Solé D, Naspitz CK. Epidemiologia da asma: estudo ISAAC (International Study for Asthma and Allergies in Childwood).Rev Bras Alerg Imunopatol. 1998;21(2):38-45.

Matos APS, Machado ACC. Influência das variáveis biopsicossociais na qualidade devida em asmáticos. Psicol Teor Pesq. 2007;23(2): 139-148.

Campos HS, Lemos ACM. A asma e a DPOC na visão do pneumologista. J Bras Pneumol. 2009; 35(4):301-309.

Campos HS. O ABC da asma. J Bras Med.2007; 93(5/6):10-24.

Mello-da-Silva CA, Fruchtengarten L. Riscos químicos ambientais à saúde da criança. J Pediatr (Rio J). 2005; 81(5 supl):S205 - S211.

Guevara JP, Wolf FM, Grum CM, Clark NM. Effects of educational interventions for self management of asthma in children and adolescents: systematic review and meta-analysis. BMJ. 2003; 326 (7402):1308-9.

Clark NM et al. Developing education forchildren with asthma through study of self- management behavior. Helth Educ Quart.1980; 7: 278-297.

Teiramaa E. Psychosocial and psychicfactors in the course of asthma. J Psychos Res. 1978; 22(2):121-125.

Bosi DR, Reis AOA. A criança asmática na família: estudo de uma representaçäo. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum. 2000; 10(2):60-76.

Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10. ed. São Paulo: Hucitec; 2007.

Moscovici SA. Representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar; 1978.

Moscovici SA. Representações sociais: investigação em psicologia social. Petrópolis: Vozes; 2003.

Lefèvre F, Lefèvre AMC. Depoimentos e discursos: uma proposta de análise em pesquisa social. Brasília(DF): Liber Livro Editora; 2005.

Qualiquantisoft [software na internet].SPI-Sales &Pascoal Informática. São Paulo; 2007. Disponível em: http//www.spi_net.com.br.

Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. As cartas da promoção da saúde. Brasília(DF); 2002 (Série B. Textos Básicos em Saúde).

Publicado
2011-04-01
Seção
Pesquisa Original