ESCALAS DE DESENVOLVIMENTO MOTOR EM LACTENTES:TEST OF INFANT MOTOR PERFORMANCE E AALBERTA INFANT MOTOR SCALE

  • Dafne Herrero Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; rograma de Pós-graduação em Saúde Pública
  • Helena Gonçalves Universidade de São Paulo; Faculdade de Medicina; Departamento de Neurologia; Programa de Pós-Graduação em Medicina
  • Arnaldo Augusto Franco de Siqueira Universidade de São Paulo; Faculdade de Saúde Pública; rograma de Pós-graduação em Saúde Pública
  • Luiz Carlos de Abreu Faculdade de Medicina do ABC; Laboratório de Escrita Científica
Palavras-chave: desenvolvimento infantil, lactentes, avaliação, fisioterapia

Resumo

INTRODUÇÃO: a escolha de avaliações, treinamento e monitoramento do seu uso em instituições requisita investimento técnico, humano e financeiro, mas torna o olhar menos subjetivo sobre as ações realizadas e as práticas propostas. Diversos protocolos de escalas de avaliação do desenvolvimento têm sido utilizados mundialmente na tentativa de identificar se os recém-nascidos e lactentes apresentam sinais indicativos de alterações no desenvolvimento neurosensoriomotor. Entre elas: o Test of Infant Motor Performance (TIMP) e a Alberta Infant Motor Scale (AIMS). OBJETIVO: identificar as escalas TIMP e AIMS como instrumentos complementares no acompanhamento do desenvolvimento motor de lactentes de 0 a 18 meses de idade. MÉTODO: realizou-se uma revisão bibliográfica e via internet de 30 artigos que abordavam as escalas. RESULTADOS: ambas as escalas foram criadas por fisioterapeutas, aplicadas com sucesso em lactentes termo e pré-termo (idade corrigida), comparadas e aprovadas segundo padrão ouro, auxiliam para que a intervenção seja precoce, aplicam-se a grupos de lactentes peculiares e possuem melhor cobertura em determinado intervalo de idade. Todo instrumento apresentou vantagens e desvantagens. CONCLUSÃO: os estudos apresentados nos sugerem uma complementaridade das avaliações, podendo apresentar maiores benefícios se forem utilizadas integradas. Sugerimos também que sejam difundidas para os profissionais de saúde brasileiros para que as avaliações possam ser realizadas em mais instituições e serviços e consigam diagnosticar precocemente maior número de atrasos ou alterações do desenvolvimento neurosensoriomotor.

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Publicado
2011-04-01
Seção
Pesquisa Original