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Ritmo e expressividade do dístico elegíaco: Tibulo 1.3.1–4

João Batista Toledo Prado

Resumo


A partir da consciência de que sílabas longas e breves (cor)respondem-se mutuamente num sistema de oposições básicas, é imprescindível verificar o papel desempenhado por elas nas cadeias fonossintáticas que formam os pés métricos, função que elas só desempenham através de valores psicológicos investidos nas estruturas hieraquicamente organizadas do verso, geradas a partir da oposição básica que elas encetaram. Tais valores são as propriedades combinatórias que os segmentos do nível seguinte permitem, quais sejam os metros e, em seguida, os pés métricos que eles realizam ou integram, daí o verso e, eventualmente, a estrofe, de modo a estruturar o poema todo. Tendo em vista que se trata sempre de concatenação de elementos, o conjunto formado tenderá a gerar uma orientação, isto é, um sentido, que é a princípio um determinado ritmo poético. O ritmo, entretanto, é influenciado por outras ocorrências ao longo da cadeia fonossintática, como as cesuras que incidem sobre a linha do verso. A partir da passagem de Tibulo, 1.3.1–4, o presente texto propõe levar em conta tais fatores para analisar o andamento rítmico-melódico da unidade estrófica formada pelo dístico elegíaco, com especial enfoque nas possibilidades de escansão geradas pela cesura-diérese fixa do pentâmetro e suas consequências para a expressividade poética.

Palavras-chave


Ritmo poético; dístico elegíaco; escansão; Tibulo; semiologia; expressividade

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2358-3150.v19i2p114-129

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