O caderno que era diário

a seleção de corpus influenciada por gênero discursivo e ensino de língua

Palavras-chave: crítica textual, gênero discursivo, Bakhtin, diário, Juca Teles

Resumo

A escolha do corpus é, talvez, a parte mais importante do trabalho do crítico textual, uma vez que, a partir daí, abre-se a possibilidade de expor o material e de se encontrar novidades em termos de estudos linguísticos ou literários. No entanto, temos notado uma tendência dos estudiosos dessas áreas em focar em textos cujo gênero é facilmente classificável, talvez pela própria formação desses estudiosos, em um país em que o ensino de gênero foca no instrumentalismo da língua e em gêneros privilegiados pelos vestibulares. A criatividade linguística, com isso, não vem a público, e não se colabora para uma maior disseminação dos gêneros discursivos em formatos não habituais. Este trabalho analisa, portanto, a construção de um gênero de diário menos convencional, mas também importante para os estudos linguísticos e literários.

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Publicado
2018-09-13
Como Citar
Módolo, M., & Fernandes, N. (2018). O caderno que era diário. Linha D’Água, 31(2), 65-80. Recuperado de http://www.revistas.usp.br/linhadagua/article/view/145752
Seção
Artigos originais