Consciência lusófona em “Uma política do idioma”, de Celso Cunha

uma análise historiográfica

  • Sônia Maria Nogueira Universidade Estadual do Maranhão http://orcid.org/0000-0003-4005-4508
  • Patrícia Leite Di Iório Universidade Cruzeiro do Sul/Unicsul
  • Wemylla de Jesus Almeida Universidade Estadual do Maranhão
Palavras-chave: Historiografia da Língua Portuguesa, Política linguística, Celso Cunha

Resumo

A história das políticas linguísticas de uma língua e de seu ensino pode ser observada pelas leis que as regiam, pelos materiais didáticos que circulavam e que direcionavam o ensino de certo momento, bem como por meio de conferências, discursos e documentos que apresentavam e/ou reivindicavam ações necessárias à constituição de uma política do idioma. Neste sentido, este trabalho busca analisar a proposta de política do idioma apresentada por Celso Cunha, em conferência no Ministério da Educação e Cultura, em 1963. Reproduzida, posteriormente, no livro Uma política do idioma (1964) e, segundo o autor, acrescida de notas e fundamentos linguísticos e filológicos. Trata-se de obra relevante para a compreensão da proposta de Cunha para a Educação Nacional e, portanto, documento importante para a compreensão do contexto político-linguístico-educacional, em que o discurso é proferido, bem como quais são as concepções de língua e de política do idioma que estão imanentes. Para estabelecer essas relações é necessário buscar fundamentos nos conceitos de Koerner (1996). Ainda por se tratar de ato de comunicação em uma cena política, buscamos, sob o olhar do discurso político (CHARAUDEAU, 2006), observar as estratégias de influência para a constituição do discurso político-linguístico de Celso Cunha.

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Publicado
2019-08-22
Como Citar
Nogueira, S., Di Iório, P., & Almeida, W. (2019). Consciência lusófona em “Uma política do idioma”, de Celso Cunha. Linha D’Água, 32(2), 169-187. https://doi.org/10.11606/issn.2236-4242.v32i2p169-187
Seção
Artigos originais