O fantástico, a mulher e a significação social do insólito no conto "As flores" de Augusta Faro

  • Analice de Sousa Gomes Universidade Federal de Goiás
  • Renata Rocha Ribeiro Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: fantástico, insólito, mulher, patriarcalismo, identidade.

Resumo

O presente trabalho possui como objeto de estudo o conto As flores (2001) da autora goiana Augusta Faro. A fim de identificar na narrativa as características do gênero fantástico, marcado pela hesitação perante acontecimentos insólitos e a influência destes aspectos para os possíveis significados na trajetória da mulher e seus avanços numa sociedade marcada por preceitos patriarcais. A análise é permeada por fatores que refutam a hegemonia da ideologia de superioridade masculina e consequentemente de marginalização e preconceito da mulher. Considerada sem identidade própria, deveria existir apenas para cumprir atividades domésticas e de gestação. Mas, que vem conquistando espaço e presenciando a decadência do patriarcalismo e seus ideais de dominação. Deste modo, por se caracterizar como uma pesquisa bibliográfica é baseada em teóricos como Todorov (2014), Bessière (2009), Sartre (2005), Beauvoir (1970), Araújo (2010), dentre outros.

Biografia do Autor

Analice de Sousa Gomes, Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Goiás. Discente do Programa de Pós-graduação em Letras e Línguiística, mestrado, área de concentração: Estudos Literários
Renata Rocha Ribeiro, Universidade Federal de Goiás

Doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás.

Docente do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás.

Área de concentração: Estudos Literários

 

Referências

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Publicado
2017-12-23
Como Citar
GOMES, A. DE; RIBEIRO, R. O fantástico, a mulher e a significação social do insólito no conto "As flores" de Augusta Faro. Literartes, v. 1, n. 7, p. 162-179, 23 dez. 2017.