Urdiduras da condição social feminina em contos maravilhosos: uma análise comparativa de Rumpelstiltskin e A moça tecelã

  • Gisele Gemmi Chiari Universidade de São Paulo
Palavras-chave: a moça tecelã, Marina Colasanti, Rumpelstilskin, Irmãos Grimm, condição social feminina

Resumo

A proposta do estudo é comparar a versão literária escrita pelos irmãos Grimm do conto tradicional Rumpelstiltskin com o conhecido texto de Marina Colasanti, A moça tecelã. Além das simetrias mais perceptíveis entre os dois escritos, como a presença do maravilhoso e da protagonista tecelã, também serão consideradas as diferenças entre ambos com base numa perspectiva histórico-social evidenciando, sobretudo, como o sistema patriarcal é determinante para as ações das personagens.

Biografia do Autor

Gisele Gemmi Chiari, Universidade de São Paulo

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo

Referências

BARBOSA, Giliard Ávila. Nas tramas de outra Odisseia: as tessituras míticas em Viajes de Penélope, de Juana Rosa Pita. 2013. 115f. Dissertação (Mestrado em Letras), Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2013.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 8. ed. revista, São Paulo: Brasiliense, 2012.

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Trad. Arlene Caetano. 17. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Trad. Maria Helena Kühner. 2. ed., Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

CARDOSO, Zélia de Almeida. O artesanato feminino em Roma e os textos antigos: fiandeiras e tecelãs. Calíope: presença clássica. Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas, Faculdade de Letras – UFRJ. Rio de Janeiro: 7 letras, 14, p. 92-109, 2006,

CHEVALIER, Jean (dir.). Diccionario de los símbolos. Barcelona: Editorial Herder, 1986.

COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: símbolos, mitos, arquétipos. São Paulo: Paulonas, e-book.

COLASANTI, Marina. Doze reis e a moça do labirinto do vento. São Paulo: Global, 2006.

DUARTE JR., João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. 10. ed., Campinas, SP: Papirus, 1988.

GRIMM, Jacob. Contos dos irmãos Grimm. Organizado, selecionado e prefaciado pela Dra. Clarice Pinkola Estés. Trad. de Lia Wyler. Rio de Janeiro: 2005, p. 297-299.

MACHADO, Ana Maria. O Tao da teia: sobre textos e têxteis. Estudos Avançados, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 173-196, Dez. 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142003000300011&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 27 Nov. 2016.

MURARO, Rose Marie. Breve introdução histórica. In: KRAMER, Heinrich; SPRENGER, James. O martelo das feiticeiras: malleus maleficarum. Trad. Paulo Fróes. 4. ed., Rio de Janeiro: Rosa dos Ventos, 1991.

ROAS, David. A ameaça do fantástico: aproximações teóricas. Trad. Julián Fuks. São Paulo, Unesp, 2014.

VON FRANZ, Marie-Louise. A sombra e o mal nos contos de fada. Trad. Maria Christina Penteado Kujawski. São Paulo: Paulus, 1985.

ZIPES, Jack. Spinning with Fate: Rumpelstiltskin and the Decline of Female Productivity. Western Folklore. vol. 52, No. 1, Perspectives on the Innocent Persecuted Heroine in Fairy Tales (Jan., 1993), pp. 43-60.

ZIPES, Jack. A fairy tale is more than just a fairy. BTWO 2 (1+2) pp. 95–102 Intellect Limited, 2012.

ZOLIN, Lúcia Osana; JACOMEL, Mirele Carolina; PAGOTO, Cristian; MOLINARI, Soraya. Violência Simbólica e Estrutura de Dominação em A Moça Tecelã, de Marina Colasanti. Graphos. João Pessoa, v. 9, n. 2, p. 81-93, 2007.

Publicado
2019-12-28
Como Citar
CHIARI, G. Urdiduras da condição social feminina em contos maravilhosos: uma análise comparativa de Rumpelstiltskin e A moça tecelã. Literartes, v. 1, n. 11, p. 57-75, 28 dez. 2019.